A implantação do Rodoanel e o calendário eleitoral

12/09/2006 16:50:00

O Rodoanel trecho oeste, que liga a Rodovia dos Bandeirantes à Régis Bittencourt, serviu de para os tucanos fazer propaganda política eleitoral em 1998. As obras deveriam ter sido entregue no ano 2002, mas a “boa gestão” tucana atrasou a construção em dois anos.
Acabou por ser inaugurado às pressas, uma semana antes da eleição de 2002 e de certa maneira contribuiu para a vitória do ex-governador Geraldo Alckmin.
Estamos novamente diante uma disputa eleitoral e o Rodoanel voltou à cena, agora no trecho Sul vai servir de propaganda ao PSDB.
No Plano Plurianual 2004-2007, feito pelo Alckmin consta de maneira genérica que o Rodoanel deveria ficar pronto no ano 2007, mas as obras do trecho sul, ainda nem começaram. E agora faltando algumas semanas para a eleição de 2006, anunciaram o início das obras e nos próximos dias devem lançar a pedra fundamental. Segundo o planejamento eleitoral dos tucanos que comandaram o Estado durante 12 anos este trecho do Rodoanel deve ser entregue para a população no pleito eleitoral de 2010.

O ex- governador Geraldo Alckmin tem colocado nos debates e nos programas eleitorais que o PSDB sabe gastar o dinheiro público. No entanto, no Rodoanel Oeste, houve aditamento de 70% no custo inicial, previsto em
RS 338,8 milhões, deu um salto para R$ 575,8milhões, o que feriu a Lei das Licitações, que estabelece um limite de 25% acima do preço original, conforme parecer do Tribunal de Contas da União; que aponta ainda várias outras irregularidades na obra.
No Rodoanel Sul, já houve um aumento de R$ 550 milhões no custo anunciado, isso por que a obra ainda nem começou a ser executada. No primeiro semestre de 2005, a gestão tucana previa gastar R$ 2,95 bilhões na alça sul do Rodoanel, atualmente os gastos estão estimados em R$ 3,5 bilhões.
Este é o jeito tucano de proteger o dinheiro do contribuinte, tão apregoado pelos candidatos do partido. É por essas e por outras que há dois pedidos de CPIs na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, para investigar a lentidão na implantação do projeto e o superfaturamento do custo das obras.

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