A vereadora Juliana Cardoso fala no plenário da Câmara, após agressões de Holiday

14/02/2017

Força Juliana!

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Na tarde desta terça (14), a vereadora Juliana Cardoso desmontou a postura antidemocrática e fascista do então, Fernando Holiday, líder do Movimento Brasil Livre (MBL), na Câmara Municipal de SP.

Ao contrário de Holiday, Juliana tem uma história de luta ao lado dos movimentos populares e está em seu terceiro mandato naquela Casa.

“É notório que sou uma representante das pautas de esquerda, com forte vinco com movimentos sociais e populares, como a Central Única dos Trabalhadores, Central de Movimentos Populares, Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, União dos Movimentos de Moradia, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento dos Sem Terra, da igualdade racial e LGBT, e tantos outros.” disse, Juliana

A vereadora relembrou que na última sexta-feira, após tentativa de intimidar e constranger o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que participava na Câmara de uma reunião fechada com militantes petistas e de movimentos sociais, dois militantes do Movimento Brasil Livre e comandados pelo vereador do partido Democratas, o senhor Fernando Holiday, seus apoiadores, Arthur Moledo da Val, conhecido nas redes sociais como “Mamãe Falei” e Wesley Vieira, esse último, também assessor do vereador, invadiram por duas vezes, uma reunião da liderança do PT no 6º andar e filmaram com câmeras e celular uma atividade de trabalho fechada que só dizia respeito ao Partido dos Trabalhadores.

Ao vivo pela tv da Câmara, Juliana avaliou a ação como “um episódio como da maior gravidade”, e completou: “É , sem dúvida, uma clara uma ameaça à democracia, ao exercício do mandato parlamentar e afeta o direito de todos nós parlamentares desta Casa, de nos reunirmos, em nossos espaços partidários para trabalharmos. E é bom lembrar, que esse direito está assegurado na Constituição Federal. Tal ação é um desrespeito a todos os vereadores (as). E sobretudo, uma grande ofensa ao decoro da Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo.”

Não é primeira vez que algo deste tipo ocorreu na Câmara. O mesmo grupo que na sexta, 10 de fevereiro, invadiu a reunião, já havia feito isso em agosto de 2016, quando também invadiu o gabinete do então vereador Jamil Murad, do PC do B. Ninguém esqueceu.

Juliana também citou pontos de contradição do estatuto do MBL em relação à atitude de Fernando Holiday. “O MBL (Movimento Brasil Livre) em seu estatuto defende “que nenhum indivíduo ou grupo inicie o uso de força ou fraude contra outrem” é o primeiro a usar da força para invadir reuniões fechadas e após fraudar a verdade sobre os fatos.
Mas, na prática, está claro que não isso acontece. A palavra Democracia é algo inexiste para este movimento. Está claro, o MBL é grupo paramilitar, antidemocrático, violento e desrespeitoso, até mesmo com as instituições. E também em 2016, tentaram desocupar à força, escolas estaduais no Paraná, provocando um clima de terror e violência contra jovens estudantes.”

Desde a campanha a favor do impeachment da presidenta Dilma é que está claro o fascismo praticado pelo MBL. Junto com o fascismo, o MBL apresenta uma receita perigosa que mistura misoginia, machismo, violência, e desrespeito. E o resultado dessa receita, pode ter gosto amargo para todos nós parlamentares desta Câmara e tantas outras Casas.

Mas nada vai intimidar Juliana. “Continuarei defendendo e atuando em defesa das pautas de esquerdas, dos movimentos populares, das mulheres, da juventude, dos negros, da população LGBT.” disse ela

E, dentro do plenário, olhando para Holiday Juliana disse: “vereador Fernando Holiday, se você representa nesta Casa, o Movimento Brasil Livre, um movimento neoliberal e que representa a direita mais retrógrada e conservadora já existente no país, eu represento os movimentos populares de esquerda, a Democracia, a luta e o respeito por essa Casa e sobretudo, para com o povo.”

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