ABC quer que Estado zere fila de atendimentos especializados

20/02/2013

Caos na saúde

Região do ABC quer que governo paulista zere fila de atendimentos especializados

Região possui mais de 100 mil pacientes esperando por atendimento médico de especialistas

Zerar a fila de exames e consultas especializadas do ABCD, grupo formado pelas cidade de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema, na região metropolitana de São Paulo. Esta é uma das prioridades regionais discutidas e aprovadas em reunião extraordinária de prefeitos no Consórcio Intermunicipal de Saúde, em 19/2.

A demanda integra a lista das propostas que serão encaminhadas ao governo estadual, em encontro a ser agendado com o secretário de Saúde, Giovanni Guido Cerri. Para enfrentar esse estrangulamento dos especialistas, a entidade estima que o Estado deverá aumentar em até R$ 20 milhões por ano os investimentos no setor para ampliar a oferta dos serviços.

“Nós avaliamos que o valor é relativamente pequeno para o governo de São Paulo e esta demanda é crítica para a nossa região. Só ampliando a oferta poderemos zerar as filas e evitar que isso volte a acontecer”, explicou o presidente do GT (Grupo de Trabalho) de Saúde e secretário de São Bernardo, Arthur Chioro. De acordo com os estudos iniciais do consórcio, as consultas médicas demandariam um aumento de R$ 132 mil mensais, já os exames especializados precisariam de um investimento de R$ 1 milhão a mais por mês. Atualmente, mais de 100 mil pacientes esperam em ambas as filas no ABCD.

Além dessa demanda, os prefeitos e secretário de Saúde do ABCD também levarão ao governo do Estado a proposta de construção de um Hospital Regional de Retaguarda com 250 leitos destinados para pacientes crônicos que necessitam de longo período de internação. “Isso seria fundamental para que outros hospitais possam ter uma capacidade maior de atendimento”, destacou Chioro. No entanto, o consórcio ainda não definiu em qual cidade tal equipamento seria construído, caso o estado aprove a ideia.

Também não há local definido para a construção de uma unidade Lucy Montoro – programa estadual para reabilitação física de alta complexidade –, que será reivindicada ao governador Alckmin. Outra reivindicação é a implantação de um transporte regional especializado para deslocamento de pacientes para exames complementares e intra-hospitalares. “Hoje cada cidade faz individualmente, com grande dispersão de recurso e com pouca racionalidade. Queremos mudar isso”, disse Chioro.

Na lista de demandas, o consórcio também pedirá agilidade para liberar o recurso do QualiSUS (Sistema Único de Saúde) para comprar kits de atendimento de urgência e emergência para as 135 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da região e apresentará a proposta de descentralização das farmácias de alto custo, atualmente centralizadas no Hospital Mário Covas, de Santo André.

A ideia é ter uma unidade no Hospital Serraria, em Diadema, outra na Ame (Ambulatório Médico de Especialidades) Mauá para atender os moradores de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra e uma no Ame Santo André. “Assim, a farmácia do Mário Covas atenderia São Bernardo e São Caetano”, informou o secretário.

Cobranças

Os prefeitos e secretários da Saúde ainda reforçaram que cobrarão do governador o cumprimento do acordo firmado junto ao Consórcio Intermunicipal para tornar o Hospital Mário Covas um espaço de referência no atendimento de urgência e emergência na região. O aval do Estado foi dado em março do ano passado, quando o GT de Saúde reservou R$ 6 milhões do QualiSUS Rede (Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade de Rede de Atenção à Saúde) – que prevê liberação de R$ 21 milhões em três anos – para possíveis intervenções no hospital.

“De acordo com informações extraoficiais, a coisa não andou porque depende de reformas e adaptações”, comentou o secretário de Saúde de Santo André, Homero Duarte. “A princípio, as reformas estavam programadas para serem iniciadas no meio deste ano (2013), mas até agora não vimos nada que sinalize isso”, reforçou Chioro.

O presidente do Consórcio e prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho esclareceu que irá procurar o governo do Estado para fazer uma ponderação sobre a escolha do terreno a ser construído um Centro de Referência do Idoso no ABCD. De acordo com o balanço social 2012 divulgado pelo Hospital Mário Covas, o centro começará a ser construído em uma área ao lado daquela unidade hospitalar ainda neste ano.

“O Consórcio é a favor do espaço, mas não acreditamos que o local seja o mais adequado. O ideal é construir o Centro de Referência do Idoso na Ame de Santo André, onde há espaço ocioso”, destacou Marinho.

fonte: Rede Brasil Atual

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