Ações indenizatórias contra CPTM crescem 37%

28/04/2014

serviços precários

Ações indenizatórias contra CPTM crescem 37%

No período de 2014 a 2013, as ações indenizatórias contra a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, cresceram 37,5%, segundo dados apurados pelo jornal Diário de S.Paulo, com base na Lei de Acesso à Informações, por danos e perdas materiais ou morais.
Segundo dados apurados em 2004, foram 141processos abertos, em 2013 chegaram a 194. Se observarmos o quadro anual, as reclamações tiveram um salto ente 2012 e 2013, de 106 para 194, quando houve o aumento de 45% das ações.
Segundo informações da ouvidoria da CPTM, as queixas dos usuários do sistema de trens de São Paulo também cresceram, desde 2006, ano em que a Companhia passou a registrar as reclamações.
Em 2006, o número registrado chegou a 2.184, em 2013 alcançaram 2.350. O maior registro se deu em 2009, com 4.407 queixas. As principais questões são; – superlotação (falta de conforto) atrasos (maior intervalo) e falta de informação.
Os acidentes também configuram na relação das ações judiciais, como o caso do digitador Weslei Duarte, de 46 anos que caiu no vão entre o trem e a plataforma, na estação presidente Altino. Segundo Duarte quando ele entrava no trem, a porta fechou sem que o aviso sonoro, tivesse soado e ele acabou caindo no vão entre o trem e a plataforma e teve que reconstruir o ombro ferido no acidente.

Defensoria Pública critica serviços da companhia

Na avaliação da defensora Betânia Ferraz Bonfá o caso de Weslei ilustra a falta de segurança nos serviços da CPTM. “ Houve o aumento do número de usuário, as a segurança não acompanhou a demanda.”
A companhia contesta as críticas e diz que em 2004 transportava a média de 1,2 milhão de passageiros por dia útil. Atualmente são 2,8 milhões, o número de passageiros mais que dobrou no período e as ações permaneceram estáveis. (rm)

com informações do jornal Diário de S.Paulo

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