Acusados de formação de cartel de trens em SP viram réus na Justiça federal

05/05/2017

DE VOLTA AO TRENSALÃO

Crédito: A Justiceira da Esquerda

Nove suspeitos de formar cartel de trens em SP viram réus na Justiça Federal

De tempos em tempos surgem novas denúncias que mostram que as raízes da cartelização de trens, envolvendo governos do PSDB, multinacionais e empresas de transporte sobre trilhos, são profundas, muito profundas.

A Folha de S. Paulo noticiou ontem (4) que nove acusados de formarem cartel de trens em São Paulo tornaram-se reús na Justiça Federal. Cartel teria sido articulado para fraudar licitações da linha 5-lilás do Metrô.

Segundo acusação do Procurador da república Rodrigo de Grandis, esquema envolvia as multinacionais Siemens, Alton, Daimler-Chrysler Rail, ADTranz, Mitsui e CAF. O cartel teria sido formado entre 1999 e 2000, tendo início no governo Mário Covas.

Conforme consta denúncia do Ministério Público Federal (MPF), publicado pelo jornal, processo envolve nomes dos ex-diretores da CPTM, João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo. Suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro, eles teriam montado empresa para oferecer propina em troca de favorecimentos à companhia.

Matéria ainda denuncia que propinas equivalem a 5% do valor da obra do Metrô, que custou, em sua fase inicial, R$527 milhões.

Vale lembrar que recentemente o governador Geraldo Alckmin remeteu à Alesp, e teve aprovado, Projeto de Lei (PL) 79/17, que transfere mais R$200 milhões que seriam destinados à implantação de Linha 6- Laranja, para a Linha 5-Lilás. Como a base governista domina a Casa, o PL conseguiu ser aprovado, mesmo com argumentação contra feita por deputados do PT.
Na ocasião da votação, O deputado Carlos Neder lembrou que “Desde 1998 apenas uma estação foi inaugurada”. Também lembrou que em 30 de abril deste ano o Governo Alckmin lançou edital para privatização Linha 5-Lilás, a mesma que vai receber o recurso, e para a Linha 17-Ouro.

OS OUTROS NOMES

Executivos da Alston que aparecem no processo: Paulo José de Carvalho Borges Júnior, Carlos Alberto Cardoso Almeida, Daniel Maurice Elie Huet e Isidro Ramon Fondevila Quionero.
Ronaldo Cavalieri, da Siemens, e Masao Suzuki, ex-executivo da Mitsui, também passaram a ser réus.

Segundo denúncia do MPF, dinheiro percorreu Alemanha, Inglaterra, Luxemburgo, Suiça e Uruguai.

Justiça arquivou caso que envolve os delatores Everton Rheinheimer e Jan-Malthe Hans Jochen Orthmann, ex-diretores da Siemens, alegando que colaboraram efetivamente com as investigações.
Os beneficiados por parte da Companhia Paulista de trens Metropolitanos (CPTM) seriam os ex-presidentes Olivier Hossepian Salles de Lima, suspeito de ter recebido propina, e Mário bandeira, por ter violado Lei de Licitações.

*Com informações do jornal Folha de S. Paulo.

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