Agora São Paulo tem Frente Parlamentar em defesa do ensino técnico

20/02/2008 19:53:00

Ensino Técnico

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Líder do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa lança Frente Parlamentar em prol da educação técnica com recorde de adesões

Por iniciativa do deputado Simão Pedro, líder da Bancada do PT na Assembléia Legislativa, nesta quarta-feira, 20/2, houve o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Escolas Técnicas e das Faculdades Tecnológicas com um número recorde de adesões parlamentares.

O lançamento da Frente contou com a presença da ex-deputada Federal Iara Bernardi, agora no Ministério da Educação, Tânia Azevedo da Unesp, Neuza Santana do  Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza,  Vereadores do interior do Estado e do presidente da Apeoesp  Carlos Ramiro.

“A rede de ensino técnico precisa expandir com garantia de qualidade” , com essa afirmação Simão Pedro iniciou os trabalhos. O deputado petista acredita no fortalecimento da Frente principalmente na missão específica de comprometer o conjunto de parlamentares na conquista de mais recurso do Orçamento para escolas técnicas.

A deputada Maria Lucia Prandi criticou os salários dos educadores das escolas técnicas, R$ 6,10 a hora aula e no caso das faculdades R$ 8,10. Para Prandi “um Estado como São Paulo não pode esperar qualidade com esse nível salarial para os educadores”.

Segundo Iara Bernardes o governo Federal tem  a disposição de realizar parceiras com o Estado de São Paulo,  para ampliação da rede de Escolas Técnicas e Faculdades Tecnológicas, porém, destacou que ainda não há sinalização do governo tucano.

Iara Bernardes destacou as metas do Programa de Aceleração do Crescimento para área da Educação, disse “a União quer intensificar um plano de metas nacional para educação”.

A representante do Ministério lamentou os indicadores nacionais da educação, no entanto, lembrou que as redes de ensino são municipais e estaduais. Portanto, há necessidade segundo ela, de uma integração dos níveis do Executivo com o objetivo de melhorar resultados.

Carlos Ramiro lembrou que entre 42 países  avaliados o Brasil foi um dos últimos na classificação dos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos – Pisa. O dirigente disse que a Espanha ficou em 30º lugar o que ocasionou uma revolta generalizada da população, ao contrário dos brasileiros “indiferentes à classificação de seu país”.

 

Participaram também do ato de lançamento da Frente os parlamentares petistas Enio Tatto, Marcos Martins, Roberto Felício, José Zico Prado e Cido Sério.

 

Comissão de Educação

 

Deputados aprovam em Comissão de Educação fim da progressão continuada da Rede de Ensino

 

A Comissão de Educação da Assembléia Legislativa de São Paulo, presidida pelo petista Roberto Felício, reunida em 21/2, aprovou com o objetivo de encaminhar ao Plenário da Casa, o projeto que Suspende o Regime de Progressão Continuada na Rede Pública de Educação.

 

A progressão continuada é um programa adotado pelo governo da Luiza Erundina à frente da Prefeitura de São Paulo no ano de 1995, após oito anos o governo do Estado de São Paulo, com Mário Covas (PSDB) implantou esse sistema conhecido pelos educadores como avaliação por ciclos. Setores progressistas da educação consideram a progressão continuada algo positivo por substituir o sistema de notas que estigmatizava os educandos e gerava um alto índice de abandono da sala de aula.

 

No entanto, os deputados petistas, justificaram o projeto que suspende esse regime com o argumento de tratar-se de uma forma do governo tucano criar estatísticas de inclusão de alunos na escola sem qualidade. A causa da progressão continuada não funcionar em São Paulo deve-se pela falta de infra-estrutura, capacitação do corpo docente além da superlotação de salas de aula.

 

 

 

 

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