Alckmin continua fechando salas de aula

01/08/2016

Tucanagem

Alckmin continua fechando salas de aula

De maneira sorrateira o governo Alckmin continua fechando salas de aulas, a denúncia é de autoria da APEOESP. Segundo a entidade sindical, no mês de julho algumas escolas e diretorias de ensino fizeram atribuição de aulas devido o fechamento de salas de classes.
A APEOESP publicou em seu informativo orientação para que as subsedes orientem professores recolherem dados e provas do fechamento de salas de aulas e encaminharem para o seu setor jurídico. O fechamento das escolas foi anunciado em meados de setembro de 2015, pelo então secretário da educação do governo Alckmin, Herman Voorwald um dos mencionados de envolvimento na atuação da Máfia da Merenda.

Integrantes das comunidades escolares, movimentos estudantis e sindicais dos trabalhadores da educação, articularam movimentos de resistências que culminaram em uma série de manifestações e ocupação de escolas estaduais em todas as regiões do Estado.

Esta reação obrigou o governador Geraldo Alckmin recuar em seu projeto de reestruturação do ensino público que estava voltado para fechar vagas noturnas nas escolas estaduais, separar fisicamente os alunos do ensino fundamental do ensino médio, o que poderia render em turmas superlotadas e fomentar ainda mais a evasão escolar.
Há pouco mais de um mês a juíza Carmen Cristina Fernandez Teijeiro e Oliveira, da Vara da Fazenda Pública, considerou que existe o fechamento de salas de aula em São Paulo e isso “remete a uma provável reforma mais ampla” da rede de ensino.

Na ocasião o governo Geraldo Alckmin admitiu à Justiça ter deixado de abrir séries iniciais, as chamadas séries de “entrada” (1.º e 6.º anos do ensino fundamental e 1.º ano do ensino médio) em 158 escolas, sob alegações que incluem falta de demanda, ampliação do ensino médio diurno e municipalização. A pasta deixou de esclarecer, no entanto, o número de alunos remanejados e as escolas para as quais foram realocados, informações que estavam entre as solicitadas. Também não foram informados quais são os colégios afetados.

A Apeoesp afirma que vai anexar as provas levantadas ao processo contra a reorganização das escolas, em andamento no Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública.

Em novembro de 2015, a Bancada do PT encaminhou ao coordenador do GEDUC –Grupo Especial de educação do Ministério Público do Estado de São Paulo, João Paulo Faustino e Silva, representação apontando a temeridade e ilegalidade no projeto de reestruturação do ensino público estadual e o uso de violência policial para coibir os protestos.

Rosário Mendez

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