Alckmin oprime manifestantes da Greve Geral e mantém presos políticos

02/05/2017

PRESOS NA GREVE GERAL

Crédito: https://imagensdagreve.tumblr.com/

Três pessoas continuam detidas desde a Greve Geral com base somente em declaração de PMs

A maior greve da história do país, ocorrida no dia 28 de abril, organizada pelas Centrais Sindicais e Movimentos Populares e Sociais que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, contou com apoio e adesão da grande maioria da população do país e do Estado de São Paulo e deixou claro seu recado de contrariedade às reformas propostas pela aliança PSDB/PMDB liderada por Temer.

No Estado de São Paulo bancos, escolas, fábricas e comércio estiveram fechados em vários municípios; funcionários do sistema de transporte simplesmente não trabalharam, assim como outras categorias, tais como metalúrgicos e químicos. A cidade de São Paulo ficou silenciosa e as avenidas vazias.

A paralisação veio acompanhada de manifestações e protestos populares nas estradas e avenidas em vários pontos de todo o Estado. Ao final do dia, apesar de não haver transportes, contrariando o prognóstico da grande imprensa, ocorreu uma enorme manifestação no Largo da Batata com presença de mais de 100 mil pessoas, muitas delas jovens.

Mas, infelizmente, mesmo diante de um movimento legítimo e pacífico, a repressão do governo Alckmin novamente se fez notar. Diversas bombas foram lançadas contra os participantes e ao final da caminhada manifestantes foram presos de forma ilegal e injusta.

Dentre os presos do dia 28 de abril estão o pedreiro Luciano Antônio Firmino, de 41 anos, o motorista Ricardo Santos, de 35, e o frentista Juraci Santos, de 57, que participaram de um dos primeiros das dezenas de protestos a sexta-feira. Como se fosse crime participar de atos políticos.

Há quatro dias privados de liberdade por participarem da greve histórica, os três ativistas foram detidos de forma ilegal em Itaquera, sem qualquer prova contra eles e com base somente nas declarações policiais. Nesta manhã foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória Vila Independência, sob as acusações de incitação ao crime.

O delegado considerou “incitação” as palavras de ordem dirigidas pelos militantes contra o Governo Temer, e contra as reformas trabalhista e previdenciária.

Estas prisões arbitrárias são mais uma ação opressora do governo Alckmin contra a liberdade de manifestação e expressão daqueles que protestam no Estado de São Paulo.

A Bancada do PT denuncia tal arbitrariedade, pede justiça aos três trabalhadores presos de forma ilegal e que os mesmos sejam libertos para que a nossa democracia seja respeitada.

#nenhum direito a menos

Alencar Santana Braga
Deputado estadual e Líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo

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