Alstom bancou passeio de ex-chefe da Casa Civil do PSDB

03/06/2008 16:00:00

Escândalo Alstom

Crédito:

 

A imprensa nacional noticiou nesta terça-feira, 3/6, o vínculo entre a empresa Alstom, fornecedora do Estado de São Paulo acusada de pagamento de propina, e Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Marinho viajou para assistir jogos da Copa de 1998 com suas despesas pagas pela multinacional francesa, neste período a Altom já tinha contratos com o governo do Estado.

Identificado como um “ex secrétarie du governeur” nas anotações apreendidas por autoridades suíças sobre o esquema de corrupção da multinacional Alstom, Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo tem longa trajetória entre a cúpula tucana. A história de Marinho data de 1994 como coordenador da campanha política de Mário Covas ao governo de São Paulo.

Marinho, além de coordenador da campanha do então governador Mario Covas, foi chefe da Casa Civil do governo do Estado de 1995 a abril de 1997, depois nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, cargo que lhe dá a responsabilidade de avaliar contratos entre empresas e o Poder Executivo Estadual. .

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 1998 Marinho viajou para a França para assistir aos jogos da Copa do Mundo, suas despesas foram pagas pela multinacional Alstom e  no ano seguinte coube a Marinho como conselheiro do Tribunal de Contas avaliar contratos entre à Alstom e o governo do Estado. Dos139 contratos da Asltom com o governo avaliados pelo Tribunal de Contas apenas seis foram considerados irregulares.

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo está entre os elementos das investigações no inquérito conduzido pelo Ministério Público suíço sobre o suposto pagamento de propinas pela Alstom.

Em maio, o “Wall Street Journal” revelou que a França e a Suíça tinham documentos mostrando que Alstom teria pago US$ 6,8 milhões, a políticos para ganhar uma licitação de US$ 45 milhões do Metrô de São Paulo. Hoje há clareza do envolvimento de outras empresas públicas envolvidas com Alstom, entre elas a Eletropaulo, que segundo afirmaram dados da investigação na Suíça; o esquema atinge acima de tudo o setor elétrico. No caso da Eletropaulo os dois tucanos a frente da pasta de Energia – onde a Eletropaulo é subordinada – eram Mauro Arce, atual secretário de Transporte e Andrea Matarazzo, atual secretário das subprefeituras.

Durante o dia de ontem o governador José Serra ao ser indagado sobre o caso Alstom minimizou as denúncias, já o ex-governador Geraldo Alckmin alega não haver fato concreto, com o objetivo de repudiar a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Estado.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.