Após dois anos de atraso Alckmin dá início a construção da Linha 6

13/04/2015

Tucanagem

Com dois anos de atraso o governo Alckmin iniciou o processo de escavação do poço de ventilação na construção da Linha 6 – Laranja do Metrô de São Paulo, que vai ligar o bairro da Brasilândia, na Zona Norte, até a estação São Joaquim, da Linha 1- Azul, no Centro da capital paulista. Mais de 600 mil passageiros devem circular pela linha diariamente. A promessa é que a linha seja entregue e inicie sua operação comercial em 2020.

Anunciada em 2011 a obra foi alvo de polêmica após alguns moradores de Higienópolis se posicionarem contra a localização da Estação Angélica , sob o argumento que poderia trazer para a área “ gente diferenciada”.

Em janeiro de 2013, durante o lançamento do edital da concorrência internacional da PPP (Parceria Público Privada) da Linha 6, o governador declarou que as obras teriam início em janeiro do ano passado. Posteriormente, o prazo de inicial foi prorrogado para julho de 2014.

Questionado sobre o atraso no cronograma para o início da obra, o governador Alckmin disse que não houve atraso. “Uma PPP você tem que fazer engenharia, licitação, assinatura de contrato, desapropriações”, afirmou Alckmin.

De acordo com o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o contrato da PPP foi assinado somente em maio do ano passado e o atraso ocorreu após o governo ter sido obrigado a fazer uma depois de não encontrar parceiros privados interessados em participar da concorrência pública devido aos imbróglios jurídicos envolvidos na desapropriação dos imóveis.

Ainda de acordo com o secretário, o governo acabou mudando o modelo de licitação e passou a arcar com os gastos das desapropriações, deixando a cargo da empresa vencedora apenas a responsabilidade de desapropriar e pagar com os recursos provenientes do estado. Antes, o consórcio é quem iria arcar com o custo.

O governo já gastou R$ 500 milhões com desapropriações, o que corresponde a 70% dos imóveis, e devem estar concluídas no início do primeiro semestre do ano que vem.

Para o governador, a PPP dará rapidez ao processo de construção do Metrô e defende que o setor privado tem mais agilidade do que o setor público.

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