Após manifestação gigante dos professores na Assembléia, governo recua e retira projeto

05/10/2005 19:30:00

Crédito:

Cerca de 20 mil manifestantes protestaram, na Assembléia, contra o projeto do Executivo

O governador Geraldo Alckmin provocou a reunião, em 05/10, num protesto de proporções inéditas em tempos de governo tucano, professores da rede pública como não se via desde a década de 90. O motivo da mobilização dos educadores é o projeto do Executivo enviado à Assembléia que autoriza a contratação desses profissionais por seis meses, prorrogável por mais seis. Para recepcionar os cerca de 20 mil educadores, as dependências e adjacências do Parlamento paulista foram tomadas por policiais da Força Tática e da Cavalaria, congestionando o trânsito na Avenida Pedro Álvares Cabral. Mas o impacto maior da manifestação se deu à saída dos manifestantes que se dirigiram em passeata, por volta das 16 horas, ao MASP, na Avenida Paulista. Os servidores levaram meia hora para dar a volta ao prédio até que o último alcançasse a Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, por onde fizeram a subida. Conforme anunciado pela imprensa no início desta noite, o governador disse que vai retirar o projeto.

Outro destaque da iniciativa do governador é que o profissional que for contrato nesse regime não poderá ser recontratado pelo prazo de dois anos. Na avaliação da Apeoesp, que organizou o ato, o projeto não só acaba com a carreira de professor no Estado como compromete a própria rede estadual de Educação.

Segundo análise da assessoria da Liderança do PT na Casa, se aprovado ainda em 2005, o projeto provocará, no encerramento do ano letivo, a demissão de 120 mil pessoas, ou seja, de todos os professores contratados pelo regime temporário.
Renato Simões, líder da Bancada petista na Assembléia, Beth Sahão, Maria Lúcia Prandi, Mário Reali, Roberto Felício, Sebastião Arcanjo (Tiãozinho) e Simão Pedro acompanharam a passeata para garantir que a tropa da Polícia Militar não impedisse a passagem dos servidores.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.