Assembleia vai intermediar negociações, após pressão de professores e do PT

16/04/2015

Não tem arrego

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Após pressão dos professores que viraram a noite (de quarta para quinta) na Assembleia Legislativa e dos deputados de oposição, o presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB) anunciou o encaminhamento de duas reuniões para a próxima semana:

. quarta-feira (22/4) – reunião com entidades dos professores e deputados para apresentação da pauta de reivindicações;
. quinta-feira (23/4) – reunião das entidades com o Secretário de Educação.

Capez, que fez este encaminhamento durante a sessão plenária desta quinta-feira (16/4), afirmou ainda que, após as reuniões, será feita uma avaliação de resultados dos encontros e, caso necessário, a Assembleia Legislativa irá mediar às negociações junto ao governo do Estado.

Na quarta-feira (15/4), o líder da Bancada do PT, deputado Geraldo Cruz, diirigiu-se ao presidente da Assembleia solicitando que ele assumisse o compromisso de abrir um canal de diálogo com o governo do Estado para que receba os professores em greve e dê início às negociações.

Não tem arrego

A posição tomada pelo presidente, nesta quinta-feira , difere do tratamento dispensado na quarta-feira aos grevistas, quando decidiu de forma arbitrária encerrar a sessão sem nenhum diálogo com a categoria, que espera há mais de 30 dias a abertura de negociação com o governo do Estado.

Nesta quinta, na Tribuna, o deputado João Paulo Rillo parabenizou os professores: “educador é um guerreiro, é digno. E como o governador pode desprezar um trabalhador do Estado?”.
Também dirigindo-se aos professores nas galerias, o deputado Professor Auriel diz que é inadmissível, no Estado mais rico da federação, um professor ter salário base de apenas R$ 724,00.

“Não são apenas os professores que são desrespeitados. Todos os servidores do Estado estão na mesma situação, como os profissionais da saúde e policiais”, enfatizou o parlamentar, que também definiu o movimento como justo.

Os professores do Estado estão em greve há 33 dias e suas reivindicações incluem: melhores salários e condições de trabalho, reabertura de mais de três mil classes e contratação de professores. (sc)

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