Atividades em memória dos militantes do PCR

04/09/2013

Comissão da Verdade

Nos dias 6 (sexta-feira) e 7 (sábado), serão realizadas duas atividades muito importantes em memória dos militantes do PCR assassinados pela ditadura militar, Manoel Lisboa de Moura e Emmanuel Bezerra dos Santos.

As duas atividades contará com presença de Edival Nunes Cajá, membro do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário, e do ex-preso político José Nivaldo Júnior.

Os dois militantes do Partido Comunista Revolucionário tiveram seus restos mortais enterrados sob nomes falsos em São Paulo e foram localizados graças ao trabalho realizado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e a Comissão Especial de Investigação das Ossadas de Perus.

Na Audiência também dará seu depoimento Amelinha Teles, que participou do processo de identificação das ossadas e traslado dos restos mortais dos militantes.

A audiência acontece a partir das 14 horas, no Auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Sábado Resistente homenageará dirigentes do PCR

No sábado (7/9), a história de lutas de Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, Emmanuel Bezerra, Manoel Aleixo e Amaro Félix será lembrada por Edival Nunes Cajá, membro do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário, e pelo ex-preso político José Nivaldo Júnior

Este Sábado Resistente tem como objetivo contar um pouco da luta dos camponeses do Nordeste através da história de luta dos dirigentes do Partido Comunista Revolucionário (PCR) assassinados pela ditadura civil-militar (1964 – 1985).

O PCR foi implantado, sobretudo, nas capitais e na zona canavieira dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Passa um período de cerca de sete anos com forte atuação na luta de resistência armada à ditadura militar, promovendo diversas ações de massas como panfletagens nas portas de fábricas e greves e passeatas estudantis, além de ações clandestinas.

Com o recrudescimento do regime ditatorial a partir de 1968, diversas organizações revolucionárias que lutavam pela retomada da democracia e pelo socialismo sofrem uma brutal e crescente perseguição, provocando sua desarticulação.

No dia 22 de agosto de 1971, Amaro Luiz de Carvalho é executado, dois meses antes de quando sairia da Casa de Detenção do Recife, onde cumpria pena. Entre os anos de 1971 e 1972, outro líder camponês do PCR, Amaro Félix Pereira, também é assassinado. E entre agosto e setembro de 1973, as forças policiais capturam, torturam e matam três outros destacados dirigentes do Partido: Manoel Lisboa de Moura, Emmanuel Bezerra dos Santos e Manoel Aleixo. (fonte: pcrbrasil.org)

Programação

14h – Boas vindas – Karina Teixeira (Memorial da Resistência de São Paulo)
Coordenação – Ivan Seixas (Comissão da Verdade Estadual “Rubens Paiva”)

14h30 – PALESTRAS
– Edival Nunes Cajá (do Comitê Central do PCR)
– José Nivaldo Júnior (publicitário e ex-preso político do PCR)

16h – DEBATE 


Local:: Memorial da Resistência – Largo General Osório, 66 – São Paulo – SP

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

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