Ato denúncia em defesa das favelas incendiadas

25/09/2012

Nesta quarta-feira

Sociedade civil faz ato denúncia em defesa das favelas incendiadas

Movimentos de moradia e entidades de defesa dos direitos humanos realizam manifestação nesta quarta-feira (26/9), a partir das 12 horas, na Câmara Municipal de São Paulo, em um chamado “Ato denúncia em defesa das favelas incendiadas, na reunião da CPI Incêndio
nas Favelas”.

A Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Câmara Municipal se reúne nesta quarta-feira e os movimentos querem pressionar os vereadores para que seja devidamente investigadas as causas dos 69 incêndios ocorridos somente neste ano na cidade, segundo dados do Corpo de Bombeiros.

Deputados do PT também cobram fiscalização do governo do Estado

Na última semana, o líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Alencar Santana Braga, protocolou requerimento de informações dirigido ao governador do Estado, Geraldo Alckmin, no qual cobra informações para acompanhar e fiscalizar as investigações e atos do Poder Executivo sobre as providências adotadas, no sentido de apurar a origem desses incêndios e se poderiam ter sido evitados caso houvesse uma ação eficaz do Estado.

Alencar ressaltou também que merece um acompanhamento da Assembleia Legislativa as providências adotadas em relação à apuração de eventuais responsabilidades pela ação ou omissão de agentes públicos estaduais, responsáveis pela implementação de políticas públicas de prevenção e combate a incêndios junto a essa população, face o alto risco de incêndio a que estão sujeitas.

Segue convocação do “Ato denúncia em defesa das favelas incendiadas, na reunião da CPI Incêndio nas Favelas”

VENHA, VAMOS SOMAR NOSSAS FORÇAS!

O fogo do chamado progresso e do desenvolvimento chega no atropelo, esmagando muita gente. É o fogo covarde e desumano que quer construir parques e edifícios às custas de sangue, vidas destruídas, famílias, pessoas com o sonho de, mesmo sem ser rico, ter seu direito de ir, vir ou ficar e trabalhar onde está!

A violência física é empregada pela polícia nas abordagens e remoções coincidindo com a violência institucional empregada pelos governos na sonegação de direitos inscritos na constituição (emprego, salário, saúde, educação, moradia, etc.).

Interesses econômicos de empresas, basicamente empreiteiras, financiadoras de campanhas políticas coincidem com os interesses “franciscanos” dos eleitos – é dando que se recebe!

É somente com a organização do povo que conseguiremos resistir! Por isso, no sábado, 22, em uma reunião na ocupação Mauá, os moradores de diversas comunidades, juntamente com os movimentos sociais, coletivos autogestionados, organizações de esquerda e indivíduos, debateram essa situação e decidiram convocar um grande ato para o dia 26 de setembro.

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