Audiência Pública discutirá eficácia da construção da Estação Adolfo Pinheiros do Metrô

14/05/2008 17:37:00

Estação Adolfo Pinheiros

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Depois de frustrada a atitude do deputado Orlando Morando (PSDB) em tentar anular à reunião da Comissão de Transporte e Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, desta quarta-feira 14/5, os deputados aprovaram o requerimento do petista Enio Tatto para realizar uma Audiência Pública sobre desapropriações na construção da Linha 5 do Metrô – Estação Adolfo Pinheiro.

Trata-se de uma batalha de aproximadamente 200 comerciantes, em sua maioria inquilinos que serão desalojados para a construção da Estação Adolfo Pinheiros do Metrô. Os comerciantes reclamam da falta de diálogo e da postura unilaterais do Metrô, com imposições e desrespeito à realidade local.

O deputado Enio Tatto agradeceu os deputados presentes, disse “sentir que há sensibilidade do Legislativo para aprimorar as relações entre o Poder Público e população local nos processos de desapropriações”.

O deputado Aldo Demarchi – DEM, presidente da Comissão, disse que marcará a Audiência Pública “conciliando” agendas. Demarchi disse “contar com o sucesso do evento”, referindo-se à Audiência. 

O tucano Orlando Morando de súbito solicitou “questão de ordem”, alegou divergências no horário do início da convocação daquela Comissão, além do não cumprimento do prazo regimental para “comunicação de alterações de horário”. No entanto, o deputado Aldo Demarchi DEM, presidente da Comissão disse haver legalidade no processo de convocação e seguiu com os trabalhos.

Em 30/4 os comerciantes fizeram uma manifestação em frente à Assembléia Legislativa com o objetivo de convencer os deputados a pressionar o Metrô. Além desta manifestação aconteceram outras em 22/4 na Avenida Adolfo Pinheiro e em 12/5 no mesmo local.

Resistência do Metrô

Em reunião da Comissão de Transportes, realizada no dia 6/5, houve uma exposição de diretor do Metrô, Sérgio Henrique Passo Avelleda, que tecnicamente justificou as razões para desapropriações dos comerciantes.

 O diretor do Metrô lembrou que a instalação da Estação Adolfo Pinheiro irá favorecer sete milhões de pessoas por ano, disse que a Lei de Desapropriação “silencia” com relação a locatários, principal motivo do conflito local. Segundo Avelleda características técnicas, principalmente a exigência de áreas para suporte ao método “shield” de construção de túneis cria a demanda de grandes desapropriações.

Avelleda esclareceu ainda o critério para escolha do local com o argumento do desenvolvimento em potencial das áreas onde há instalação de estações do Metrô. “Portanto, de nada adianta uma estação em área residencial, já que o Metrô aumenta o fluxo significativamente”, justificou Avelleda.

 

 

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