Bancada discute os desafios da Ceagesp

28/09/2011

Abastecimento

Um das maiores centrais de entreposto de alimentos do país e a maior do Estado, a Ceagesp, sua gestão e papel na elaboração de política pública de abastecimento estiveram na pauta da reunião da Bancada, ocorrida na manhã desta terça-feira.

O presidente diretor da companhia, Mario Maurici de Lima Moraes, apresentou aos deputados petistas um diagnóstico da empresa que foi federalizada há treze anos e conviveu ao longo deste período com um déficit de R$ 500mil por mês.

Segundo Maurici, a companhia tem um passivo trabalhista de aproximadamente R$ 11 milhões. Ainda está em discussão de quem é a responsabilidade jurídica desse passivo, Estado ou União. Enquanto não é definido o impasse, a empresa assumiu os encargos e tem feito gestões para o ressarcimento.

Ações como a criação de um site com informações sobre os contratos da empresa, a criação de uma ouvidoria eleita pela comunidade de mercado são alguns dos projetos de modernização e novo modelo de gestão compartilhada que estão nas metas traçadas pela atual gestão, que não conta com aporte de recursos do governo federal, sobrevive com os recursos de alguns convênios e tem um pequeno espaço para buscar financiamento no mercado.

Para Maurici, a Ceagesp tem um importante papel no abastecimento do Estado e é preciso despertar a sensibilidade do governo federal.

Questões como o papel da empresa na regulação do mercado de varejo e distribuição de alimentos, o plano de expansão da empresa, ameaças de especulação mobiliária (a sede fica situada em um bairro alvo de especulação na gestão do prefeito Gilberto Kassab), além da relação com as produções oriundas dos assentamentos e da agricultura familiar foram algumas as questões pontuadas pelos parlamentares petistas.

Maurici informou aos petistas sobre a necessidade da conclusão dos procedimentos da federalização, que atualmente é um dos obstáculos para que a companhia venha a compartilhar das políticas públicas do governo federal.

Quanto às indagações, disse que acha pouco provável que a empresa seja deslocada para outro local, pois há muitos interesses e custos que envolvem a logística de armazenamento e distribuição de alimentos e que ainda não há nenhuma estratégica específica com relação às produções dos assentamentos e da agricultura familiar.

Um dos encaminhamentos definidos pela Bancada é a realização de uma Audiência Pública na Comissão de Assuntos Econômicos, com a participação dos governos federal e estadual, prefeituras, produtores, distribuidores, Ministério Público, ente outros.

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