Bancada do PT alerta para manobra governista

30/06/2016

CPI da Máfia da Merenda

A reunião extraordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga desvios de recursos destinados à merenda escolar no Estado de São Paulo foi marcada por mais tentativas da base de Alckmin em atrapalhar o curso das investigações.

Os governistas, que detêm oito das nove cadeiras, além da presidência, vice-presidência e relatoria, usaram de manobras para dar mais morosidade aos trabalhos, mas foram duramente pautados pela oposição.

O deputado Alencar Santana Braga, membro da oposição na Comissão, deu seu posicionamento contrário à mesa quanto à proposta dos governistas em aguardar a chegada de documentos requeridos para então começarem as outivas.

Segundo Braga, a CPI já conta com indícios suficientes para começar efetivamente os trabalhos. “Não podemos esperar por terceiros, pois os prazos estão correndo. Os estudantes e a sociedade precisam de respostas sobre a merenda cara e de má qualidade.”, afirmou.

Recesso

O presidente da Comissão, deputado Marcos Zebrini (PSDB), foi enfático em afirmar que, mesmo aprovando o requerimento que pedia o funcionamento no recesso, não chamaria reuniões antes da chegada dos documentos solicitados à Polícia Civil e Secretaria de Educação, o que levou o membro da bancada petista a pedir vistas.

Para Alencar, o funcionamento da CPI sem reuniões no mês de julho seria ruim, pois os prazos seriam contados e, ao invés de 120, os deputados teriam apenas 90 dias para investigar. Com o recesso, o prazo para de correr, dando tempo hábil para a chegada dos documentos.

O líder da Bancada do PT, deputado José Zico Prado, disse que a intenção do funcionamento em julho era que a CPI “produzisse no recesso”. “Por isso, quero deixar clara a nossa posição. Pedimos vistas do requerimento porque queremos que a CPI ande a todo vapor”, afirmou Zico.

Com informações da assessoria do dep. Alencar Santana Braga

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