Bancada do PT solicita delação da Lava-Jato nas investigações do cartel do Metrô e CPTM

01/06/2015

Investigação

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Os deputados estaduais do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo reforçaram ao procurador-geral de Justiça do Estado, Márcio Fernando Elias Rosa, a importância do instrumento da delação premiada para os empresários e agentes públicos acusados no cartel de empresas das licitações do Metrô e CPTM. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (1/6), na sede do Ministério Público paulista.

A Bancada do PT, representada pelos deputados José Américo Dias, Carlos Neder e Alencar Santana, além do deputado Carlos Giannazi (PSOL) protocolou pedido de informações a respeito do andamento das investigações no Ministério Público de São Paulo.

O ofício entregue ao Procurador-geral de Justiça solicita informações a respeito de todas as ações em andamento e apresentadas à Justiça, citando nomes de empresários, agentes públicos e lobistas, além das respectivas empresas licitadas, consultorias e offshores mencionados em investigações do Ministério Público de São Paulo, Ministério Público Federal, CADE e ações da Justiça suíça. O procurador-geral de Justiça informou que responderá o ofício no prazo de 10 dias, quando pretende convocar uma nova reunião com a Bancada do PT.

“Entendemos que o instrumento da delação pode contribuir muito para evitar que o patrimônio do Estado de São Paulo continue a ser dilapidado. O Ministério Público de São Paulo deve reforçar aos acusados esta possibilidade, pois as empresas denunciadas continuam com seus contratos ou aditivos com sobrepreços em execução no Metrô e CPTM”, afirmou José Américo Dias.

Os deputados reforçaram ainda o pedido para que o Ministério Público do Estado estude um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o governo do Estado e as empresas contratadas para readequação de preço nos contratos e aditivos em vigor do Metro e CPTM. “Empresas já admitiram cartel com sobrepreços, mas não enxergamos nenhuma ação do governo para abrir novas licitações ou encerrar os aditivos. O Ministério Público poderia agir dentro do princípio da economicidade”, reforçou José Américo.

Operação Lava Jato

O ofício entregue ao Ministério Público de São Paulo solicita informações a respeito do compartilhamento das investigações com o Ministério Público Federal do Paraná, encarregado da Operação Lava-Jato. A bancada do PT na Assembleia de São Paulo destaca o depoimento do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato.

“Queremos saber se os contratos citados pelo Youssef nas obras do Metro, Sabesp e Dersa estão sendo investigados, além do doleiro Saul Fernandes Srour, apontado na delação premiada da Siemens como o intermediário do pagamento de propinas no Brasil”, disse José Américo.

Além das citações do doleiro Youssef na delação premiada da Operação Lava Jato, a bancada do PT incluiu informações das investigações a respeito do empresário Arthur Teixeira, que segundo autoridades suíças teve 23 contas bancárias bloqueadas. “Temos informações que a Justiça suíça enviou seus documentos em dezembro de 2014, e queremos saber o andamento desta investigação”, afirmou José Américo.

fonte: Assessoria de Imprensa – deputado José Américo

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