Braço direito do governador já admite acordo entre empreiteiras para fraudar concorrência no Metrô

01/12/2010 18:30:00

Licitação tucana

 

Mais de um mês após a denúncia de fraude na licitação para a construção de trechos da Linha 5 do Metrô, até o secretário da Casa Civil, Luiz Antonio Guimarães Marrey, já admite que há indícios de que os preços foram combinados, para fraudar a concorrência.

A Comissão de Fiscalização e Controle, que iria avaliar hoje requerimento para convocação do secretário José Luiz Portella para prestar esclarecimentos à Assembleia sobre o caso, foi cancelada.

O requerimento de autoria do deputado petista Donisete Braga pede a convocação do secretário de Transportes Metropolitanos para prestar informações sobre os consórcios vencedores dos lotes 3 a 8, da Linha 5 – Lilás.

A Corregedoria do Estado também concluiu que houve conluio entre as empresas que ganharam a licitação, depois de verificar que somente as vencedoras fizeram propostas de preço abaixo do estabelecido.

A licitação foi suspensa no final de outubro depois que o Jornal Folha de S. Paulo revelou que conhecia, com seis meses de antecedência, os vencedores dos sete lotes da concorrência, um negócio estimado em R$ 4 bilhões.

Braço direito do governador Alberto Goldman, Guimarães Marrey já fala em “acordo prévio entre os licitantes” e “consenso de bastidores” para definir a licitação.

A Promotoria e a Polícia Civil estão investigando o caso, a pedido inclusive da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, que protocolou no Ministério Público Federal e no MP Estadual representações para a investigação da licitação para as obras de expansão da Linha 5 do Metrô.

 

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