Comitiva de parlamentares inspeciona sistema de segurança de SP

26/11/2012

Audiência pública

Crédito: PT Alesp

Deputado Adriano Diogo fala aos integrantes da Comissão da Câmara Federal

Integrantes da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal estiveram, nesta segunda-feira (26/11), numa audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, para acompanharem as medidas que estão sendo tomadas pelo governo do Estado em conjunto com o governo federal para conter a escalada da violência na Região Metropolitana de São Paulo.

Os deputados estaduais Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Poder Legislativo Estadual, e Major Olímpio (PDT), participaram da audiência, que contou também com a presença de policiais militares da reserva e representantes de associações da categoria.

O deputado federal Efraim Filho (DEM da Paraíba) abriu os trabalhos dizendo que a Comissão veio a São Paulo para inspecionar e fiscalizar a execução de recursos e ações e observar as falhas e deficiências do sistema de segurança responsáveis pela escala da violência que de abate sobre o Estado. “O modelo de segurança atual está esgotado, é um tecido esgarçado”, declarou Efraim.

Efraim informou aos presentes na reunião que a visita a uma comunidade pacificada e a Agência Integrada de Inteligência faziam parte da agenda da Comissão na capital paulista e que no dia seguinte a Comissão teria um encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. Já na quarta-feira (28/11), os parlamentares federais participariam também do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e a seguir entregarão um relatório ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia, dados e informações sobre a situação da segurança pública em São Paulo.

O deputado concluiu seu pronunciamento com a defesa da aprovação da PEC 300, Proposta de Emenda Constitucional nº 300, a PEC 300, que cria o piso salarial de policiais e bombeiros militares brasileiros.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado estadual do PT Adriano Diogo, alertou ao deputado federal que no Estado de São Paulo não há favela ou comunidade pacificada e lembrou que segundo denúncias veiculadas na imprensa, o governo Alckmin tinha deste o mês de agosto informações sobre o risco de ataques a policiais e a PM ocupou a favela de Paraisópolis apenas no dia 29/10, ou seja um dia após as eleições.

Adriano contestou também as críticas desferidas ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que atribuíam ao ministro a responsabilidade por prisão de PMs dos estados do Rio de Janeiro e Bahia ao sistema penitenciário comum.

Diogo ressaltou que o ministro teve a sensibilidade de vir a São Paulo oferecer ajuda do governo federal ao governo estadual a parceria no combate ao crime organizado e debelar a crise da segurança que assola há meses o Estado de São Paulo.

O petista destacou também que o governo Alckmin recentemente recorreu a Justiça e derrubou o recurso que garantia adicional salarial que os PMs vinham recebendo a cerca de um ano e meio, o que impactou na redução da renda dos policiais. “Para compensar na semana passada o governador aprovou aqui no Poder Legislativo a Lei Delegada que autoriza o bico policial”, protestou.

Integraram também a comitiva a deputada federal do Distrito Federal, Érica kokai (PT), que defendeu ações integradas no combate à violência.

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