Congresso instala CPI para investigar cartel do Metrô

06/08/2014

Propinoduto tucano

O Congresso Nacional instalou nesta quarta-feira (6/8) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará suposta prática de cartel em licitações do metrô de São Paulo durante governos do PSDB. Apesar de já estar instalado, o colegiado não poderá dar início às investigações porque ainda não definiu os parlamentares que irão presidir e relatar a comissão.

A escolha dos congressistas que ocuparão a presidência e a relatoria da CPMI foi adiada para 2 de setembro. O nome mais provável para ocupar a relatoria é o do deputado federal Renato Simões (PT-SP).

O pedido de criação da CPMI, aprovado em maio deste ano, irá apurar se dinheiro público oriundo dos cofres federais por meio de investimentos foi utilizado pelo governo paulista para abastecer o esquema de pagamento de propina a agentes públicos e superfaturamento de contratos em até 30% durante as administrações de Mario Covas (PSDB, 1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006, 2011-2014) e José Serra (2007-2010).

No período em que as irregularidades teriam ocorrido, foram assinados 325 contratos com as empresas envolvidas apenas em São Paulo, com valor aproximado de R$ 30 bilhões. O requerimento da CPMI destaca que, desse valor, R$ 6,7 bilhões são provenientes de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de outros R$ 335 milhões investidos pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos, que geria as linhas, hoje sob responsabilidade da CPTM, até 1994, em convênios com o governo estadual e contrapartida do processo de “estadualização” das linhas férreas.

O texto do requerimento aponta que serão investigadas as obras de construção da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, concorrências para compra e manutenção de trens da CPTM, obras de extensão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo e o projeto “Boa Viagem” da CPTM (de reforma de trens antigos).

Na Assembleia paulista, PT não conseguiu protocolar pedido

Em agosto de 2013, os deputados do PT começaram a buscar assinaturas para implantar, na Assembleia Legislativa paulista, uma CPI que investigasse o chamado “cartel” que se instalou nas gestões tucanas no governo de São Paulo.

Para se implantar uma CPI na Assembleia, são necessárias as assinaturas de 32 parlamentares, mas apenas 28 deputados aderiram ao movimento petista.

Com isso, a CPI continua emperrada. “O governador Geraldo Alckmin blinda a Assembleia Legislativa e impede que os deputados investiguem o caso aqui no Estado. O objeto do pedido de CPI é o maior esquema de corrupção da história de São Paulo”, destaca o líder do PT, deputado João Paulo Rillo. (sc)

*com informações do portal G1

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