Convocação da 9ª e 10ª reuniões da CPI da Merenda

12/09/2016

Máfia da Merenda

Crédito: Antonio Alves Neto

Fase anterior da CPI da Merenda na Assembleia

Participarão desta fase o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e suspeito de participação na máfia da merenda, Fernando Capez (PSDB), assim como seus ex-assessores citados na Operação Alba Branca e nas apurações da CPI da Merenda.

Nestes próximos dias 13 e 14 de setembro as reuniões da CPI da Merenda serão oitivas de pessoas envolvidas no núcleo do deputado estadual Fernando Capez, atual Presidente da Assembleia Legislativa. As atividades ocorrerão sempre às 9h. A reunião da terça-feira ocorrerá no Plenário Dom Pedro I.

CONVOCADOS NA TERÇA 13/09

Leonardo Leonel Romanelli, Promotor de Justiça de Brodowski que conduziu Operação Alba Branca. Convocado há duas semanas solicitou a mudança de data e abrirá os trabalhos nesta semana.

Marcel Ferreira Julio, lobista, filho do ex-deputado Leonel Julio, que apontou envolvimento de assessores de Capez na Máfia da Merenda antes de aderir à delação premiada e passar ao silêncio. Foi mencionado por vários funcionários da COAF como intermediário na negociação da propina nos contratos do Estado com a Cooperativa.

Aluisio Girardi Cardoso, funcionário da COAF (Cooperativa orgânica Agrícola Familiar).

Jéter Rodrigues, ex-assessor de Fernando Capez, suspeito de participar do esquema, foi citado nos depoimentos da Operação Alba Branca e na CPI da Merenda. Jéter foi apontado pela Alba Branca como intermediário no repasse de propina para Capez.

CONVOCADOS NA QUARTA 14/09

José Merivaldo dos Santos, ex-assessor de Capez, afastado do cargo na Assembleia quando a operação Alba teve início, assim como aconteceu com Jéter Rodriguez.

Luiz Carlos Gutierrez, cabo eleitoral de Capez.

Fernando Capez, deputado estadual do PSDB, atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Suspeito de envolvimento na Máfia da Merenda, seu nome foi citado diversas vezes em depoimentos fornecidos por envolvidos na Operação Alba Branca.

Primeira fase da CPI da Merenda

A CPI da Merenda foi aberta em 30 de maio em decorrência da ocupação da Assembleia Legislativa por estudantes secundaristas que exigiam sua instalação, mas sofriam boicote da base do governador Geraldo Alckmin.

O pedido original, de autoria da Bancada do PT, recolheu 26 assinaturas, número insuficiente para o protocolamento do pedido e instituição da CPI.

A base do governo se viu acuada pela forte pressão política e opinião pública e então, em 24 horas, coletou assinatura para que pedido de abertura da CPI ficasse sendo de sua autoria. Como meio de garantir participação do Partido na investigação, o pedido recebeu apoio da Bancada do PT.

A primeira fase das investigações da CPI focou na coleta de documentos e depoimentos dos promotores e delegados da Operação Alba Branca, do corregedor de administração pública e a seguir dos integrantes da Cooperativa COAF.

Marina Moura

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