Coronel do Pinheirinho foi condecorado pela PM tucana

15/02/2012

Afronta

O coronel Messias Mello, que comandou a desastrosa operação de despejo do Pinheirinho, recebeu no início de fevereiro condecoração da Polícia Militar de São Paulo.
Trata-se da Medalha Paul Balagny, destinada a personalidades que “tenham se destacado por relevante contribuição às ciências, letras, artes e cultura, resultando em benefício à Policia Militar do Estado de São Paulo”.
A condecoração, instituída em 2006 por uma lei estadual, é destinada a personalidades civis e militares com destaque na promoção da cultura.
O evento ocorreu dia 9/2, menos de 20 dias após o massacre, no Anhembi.
O Coronel ficou mundialmente conhecido pela operação do Pinheirinho, segundo ele, a culpa pela violência na desocupação da comunidade seria dos “vandalos” que lá moravam, conforme publicou o inglês de The Guardian, no dia 23 de janeiro.

Advogados protestam contra barbárie jurídica no Pinheirinho

Em protesto contra a violação de direitos humanos na reintegração de posse ocorrida em 22 de janeiro no terreno que abrigava a comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo organizam protesto nesta quinta-feira (16/2), às 19h, em frente à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, no centro da capital.

A área de 1,3 milhão de metros quadrados onde antes estavam instaladas cerca de 1,6 mil famílias atualmente é dominada por entulhos e objetos deixados pelos ex-moradores. Em mutirão realizado no dia 30 de janeiro, nos abrigos para onde os moradores foram levados, o Conselho Estadual de Defesa à Pessoa Humana (Condepe) levantou 507 denúncias de perdas materiais e violência física sofridas naquele dia, por conta da operação de desocupação, quando cerca de 2 mil policiais militares e da Guarda Civil Metropolitana compuseram o aparato militar para despejar os moradores.

Em denúncia levada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a OAB e o sindicato classificaram a operação como “uma barbárie não só social como também jurídica”. “Essa mobilização social é um imperativo ético e jurídico para que nunca mais brasileiros sejam submetidos a condições degradantes por ação do Estado”, diz o manifesto.

A meta é reunir 50 mil assinaturas ao manifesto e encaminhá-lo à Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos).

O terreno do Pinheirinho pertence à massa falida de uma empresa que pertenceu ao especulador Naji Nahas.

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