Corte de água no sistema Cantareira começa dia 10

06/03/2014

Racionamento

A partir de segunda-feira (10/3), o governo do Estado reduzirá em cerca de 10% a captação da água do sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo. O sistema atingiu hoje o índice de 16% de sua capacidade, o nível mais baixo de sua história.

A captação da água no reservatório Cantareira diminuirá de 30m³/segundo para 27,9m³/segundo. O corte é resultado da determinação dos órgãos técnicos que regulam o sistema hídrico em São Paulo, a ANA (Agência Nacional de Águas), do governo federal, e o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica), do governo estadual.

A decisão dos órgãos reguladores foi tomada com base em recomendação do grupo técnico que monitora diariamente a situação do sistema Cantareira.

Para minimizar os efeitos da determinação e evitar a implantação do racionamento no Estado imediatamente após a redução da captação no Cantareira, a Sabesp utilizará a água proveniente do reservatório do Alto Tietê e do sistema Guarapiranga para abastecer cerca de 2 milhões de pessoas. Ambos estão hoje com índices de abastecimento de 38,3% e 69%, respectivamente.

“Os órgãos reguladores, ANA (Agência Nacional de Águas) e DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica), estabeleceram como meta a redução para 27,9 m³/segundo. O órgão regulador existe para isso, para dar as orientações técnicas. E isso será cumprido rigorosamente pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Nós podemos chegar a 27,9m³/segundo com o uso racional de água e com a integração dos sete sistemas de abastecimento”, disse o governador Geraldo Alckmin esta manhã.

Ainda segundo Alckmin, o sistema integrado de abastecimento permite que se diminua a captação de água de um manancial e que isso seja compensado por outros.

Semana passada, Alckmin disse que o Estado não tinha um plano de racionamento e que o governo iria “monitorar” a situação ao longo do mês de março.

A compensação da diminuição da captação no Cantareira com desvio de água de outros sistemas, segundo especialistas, é um dos últimos recursos disponíveis para se evitar o racionamento de água na Grande São Paulo. Eles afirmam que a manobra de transferência de águas pode trazer riscos ao abastecimento nas regiões afetadas. O governador, no entanto, insiste que não há necessidade de racionamento em São Paulo.

Segundo o secretário de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Edson Giriboni, a Sabesp está tomando todas as precauções para que não seja feito o rodízio de abastecimento.

Fonte: Folha de S. Paulo

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