CPI da Máfia da Merenda vai deliberar sobre pauta enxuta

27/06/2016

Nesta terça

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A CPI da Máfia da Merenda se reúne nesta terça-feira (28/6), às 10h, no auditório Paulo Kobayashi, para deliberar sobre uma pauta “enxuta”. Com mais de 40 requerimentos protocolados, apenas sete serão apreciados pela Comissão.

O presidente da CPI, deputado Marcos Zerbini (PSDB), incluiu apenas solicitações de documentos. As convocações, inclusive do presidente da Casa, deputado Fernando Capez, ficaram de fora.

Assim, a blindagem ao governador Geraldo Alckmin vai se tornando cada vez mais evidente. Na semana passada, assim que foi eleito presidente da CPI, Zerbini sugeriu que a primeira reunião fosse secreta.

Os estudantes e movimentos sociais que ocupavam o plenário não pouparam vaias ao deputado: “Está tudo comprado. Não me representa”, gritavam.

Zerbini ameaçou retirar as pessoas que acompanhavam a reunião e o deputado Alencar Santana Braga (PT), único membro da oposição, lembrou o presidente que manifestações fazem parte da democracia e parabenizou os movimentos sociais. “Se a CPI da Merenda está sendo instalada é porque vocês pressionaram essa Casa”, disse Alencar, referindo-se à ocupação da Assembleia realizada pelos estudantes.

O deputado Alencar leu o Regimento, que garante que as reuniões devem ser públicas. “A primeira reunião ser secreta já é demais. A transparência nessa investigação é fundamental”, disse Alencar.

Depois de muita pressão, Zerbini convocou uma reunião aberta, mas não aceitou solicitação da oposição para convocar uma extraordinária, naquele mesmo dia, para que fossem votados os requerimentos já protocolados. E saiu sob protestos dos que assistiam: “Golpista, golpista”, denunciaram os estudantes.

O líder da Bancada do PT, deputado José Zico Prado, convidou estudantes e movimentos sociais para que compareçam: “Nessa reunião vai se decidir se a CPI continua no recesso. Nós queremos que a população participe de todas as reuniões”, afirmou Zico.

Nesta terça, ainda haverá a indicação do relator da CPI e os deputados irão deliberar sobre o plano de trabalho.

Fernanda Fiot

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