CPI dos Planos de Saúde deve ouvir secretários​ ​do Estado e município de São Paulo sobre sobrecarga do sistema público

09/05/2017

PLANOS DE SAÚDE

Crédito: Katia Passos

Depois de nove reuniões vazias, CPI dos Planos de Saúde finalmente funciona

O secretário de Estado da Saúde, David Uip, e o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, deverão participar de reunião da CPI dos Planos de Saúde para prestar esclarecimentos acerca da migração dos usuários de planos privados para o sistema público de saúde e dos mecanismos de controle de que dispõe o gestor público. Encaminhado pelo deputado Carlos Neder (PT)​,​ em março,​ como sugestão para o início dos trabalhos da comissão, o convite aos secretários, foi aprovado nesta terça-feira (9) em reunião da CPI, que finalmente obteve quórum após inúmeras reuniões convocadas anteriormente. A comissão tem por finalidade apurar possíveis irregularidades cometidas pelas operadoras dos planos de saúde no Estado de São Paulo com prejuízo aos consumidores e sobrecarga ao sistema público de saúde.

“É importante nós ouvirmos as autoridades na área da saúde, o SUS, que são os secretários em âmbito estadual e municipal, para que nos digam as dificuldades que vêm enfrentando no sentido da sobrecarga da rede pública em razão da crise observada na rede privada vinculada à saúde suplementar. Nós sabemos que, com a crise econômica e desemprego, os contratos vão sendo perdidos e isso acarreta uma demanda maior pelos serviços públicos de saúde. Então a vinda dos secretários vai nos ajudar a ter uma visão mais abrangente”, ressalta Neder, que é vice-presidente da CPI.

O deputado também já propôs um roteiro de trabalho para comissão, que será analisado na próxima reunião, sugerindo convite aos órgãos de defesa dos consumidores, representantes dos conselhos, sindicatos, associações e movimentos que atuam no tema da saúde, bem como às empresas prestadoras do serviço.

Fazer acontecer a investigação

Após a reunião da CPI, Neder ocupou a tribuna da Assembleia para ressaltar a sua disponibilidade de fazer acontecer essa investigação. “Nós entendemos que o nosso papel não é de fazer ameaças, mas, dentro das prerrogativas de fiscalização da Assembleia Legislativa é preciso apurar eventuais problemas com relação aos planos de saúde para que a população da capital, do Estado e do país como um todo não seja penalizada”, destacou Neder.

O deputado, que já vinha denunciando o boicote velado à CPI pela constante ausência dos demais membros às reuniões do órgão, salientou a instalação, ao que tudo indica, agora definitiva das atividades faltando apenas dez dias para o encerramento da CPI. Com a prorrogação do trabalho por 60 dias aprovada, está prevista a realização de dez encontros até o prazo para apresentação do relatório final, em 18 de agosto (descontado o recesso parlamentar no mês de julho).​

Fonte: Assessoria de Imprensa do deputado Carlos Neder

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.