CPMI do Cartel do Metrô inicia trabalhos após eleições

04/09/2014

Propinoduto tucano

Ficou para depois das eleições de outubro o início dos trabalhos da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investigará denúncias de formação de cartel, corrupção e outros ilícitos em contratos e licitações nos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal.

Os parlamentares ainda precisam definir o presidente e o relator da comissão. Uma nova reunião foi marcada para 7 de outubro, primeira terça-feira após as eleições, quando devem ser retomadas as atividades no Congresso Nacional.

Nesta terça-feira (2/9), o integrante mais idoso do colegiado, senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tentou abrir, conforme determina o Regimento Comum do Congresso, a reunião marcada para as 14h. Mas, após 30 minutos, a falta de quórum impediu a iniciativa.

Após revelações feitas por um funcionário da Siemens em 2008, o Ministério Público de São Paulo denunciou, em março deste ano, 30 executivos de 12 empresas do setor de transporte por formação de cartel e irregularidades em licitações envolvendo o Metrô ou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Foram investigados contratos firmados entre 1998 e 2008, durante os governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

A CPMI do Metrô é composta por 13 senadores e 14 deputados. Tradicionalmente, os partidos com as maiores bancadas no Congresso indicam o presidente e o relator das CPIs. O senador João Alberto Souza (PMDB-MA) foi o indicado pelo partido para a presidência. Já o PT, que tem a segunda maior bancada, indicou o deputado Renato Simões (SP) para a relatoria. O prazo previsto para conclusão das investigações é 120 dias. (fonte: Agência Brasil)

Na Assembleia paulista, PT não conseguiu protocolar pedido

Em agosto de 2013, os deputados do PT começaram a buscar assinaturas para implantar, na Assembleia Legislativa paulista, uma CPI que investigasse o chamado “cartel” que se instalou nas gestões tucanas no governo de São Paulo.

Para se implantar uma CPI na Assembleia, são necessárias as assinaturas de 32 parlamentares, mas apenas 28 deputados aderiram ao movimento petista.

Com isso, a CPI continua emperrada. “O governador Geraldo Alckmin blinda a Assembleia Legislativa e impede que os deputados investiguem o caso aqui no Estado. O objeto do pedido de CPI é o maior esquema de corrupção da história de São Paulo”, destaca o líder do PT, deputadoJoão Paulo Rillo. (sc)

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