Crack avança no interior do Estado

05/06/2014

Omissão do Estado

Aumenta presença do crack no Estado de São Paulo

Sob o título crack vira epidemia nas pequenas cidades, o jornal O Estado de S. Paulo, produziu neste fim de semana reportagem especial obre o mapeamento do crack no Estado de São Paulo.
Em 2011, a Bancada do PT na Assembleia, debruçou sobre este tema por meio do trabalho do então deputado Donisete Braga,- atual prefeito da cidade de Mauá, que lançou e coordenou a Frente Parlamentar de Enfretamento ao Crack.

Em novembro de 2011, o petista entregou ao governador Geraldo Alckmin levantamento realizado pela Frente, junto as prefeituras de São Paulo. Naquela ocasião o trabalho mostrou que o crack avançava em todas as cidades, crianças e adolescentes de 9 a 17 anos, já eram consumidores e que as administrações municipais não possuíam infraestrutura de saúde e segurança pública para lidar com a situação. Passado três anos, a reportagem mostra que ainda há muito o que ser feito e que o problema está longe se ser contido; ao contrário o crack tem avançado do sobre o Estado paulista.

Segundo a reportagem todos os envolvidos no mundo da droga descrevem as dificuldades de lidar com os impactos, as consequências do crack e apontam os danos às diversas dimensões da existência humana trazidas pela dependência que debilita a saúde física, psíquica, mental, social e se estende aos que vivem próximo dos usuários e gera codependentes.

O prazer que o crack causa – narrado por quase todos os usuários – e seu potencial de vício estão diretamente ligados aos efeitos provocados por ele no sistema de recompensa do cérebro. Artificialmente, eles geram uma sensação de prazer, bem-estar e euforia em grau muito mais elevado, por exemplo, que os gerados naturalmente pelo sexo ou por uma situação que causa felicidade.

Resistir, controlar a necessidade e evitar o abuso da droga que seduz e predomina com a força química, sobre o corpo humano, é grande desafio para toda a sociedade enfrentar o problema, que se alastra por todos os níveis econômicos e sociais.

Conduzida por capítulos 10 capítulos a reportagem aborda os seguintes temas;

A invasão da droga nos rincões do sossego
Geografia da droga: um desafio sem dimensão
As casas de consumo e os ‘noias’ invisíveis
Prazer maior que sexo faz viciado fumar até morrer
R$ 1 milhão em drogas: da mansão à pitada de R$ 0,60
Das fronteiras do tráfico internacional à rota caipira
A ‘rapadura’ que estraga mais que a cachaça
Rede pública sem leito para tanto dependente
Quem trata precisa atrair usuário como traficante
Histórias de recomeço depois da vida no lixo

Em cada um dos temas os jornalistas destacaram as manifestações dos envolvidos na teia da droga, que chegou aos rincões do Estado, se infiltrou em todas as diversas malhas sociais e descrevem o desafio de buscar respostas aos dramas dos dependentes químicos, familiares, estudiosos, médicos, terapeutas e profissionais que trabalham para a recuperação e reinserção dos dependentes.

PT mapeia o crack e Alckmin usa PM para remover dependentes

Em 2011, no mesmo mês em que a Bancada do PT entregou o diagnóstico da presença da droga nos municípios ao governador Alckmin, sua administração executou a Operação Sufoco, que reprimiu violentamente usuários de drogas, que se concentraram no centro da capital.

Naquela ocasião, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo recebeu 32 denúncias de ações irregulares na chamada Operação Sufoco da Polícia Militar, na região da Luz, centro de São Paulo, para retirada de usuários de crack. O Ministério Público Estadual também condenou a ação truculenta da polícia comanda da pelo governador Alckmin e recomendou ações se reinserção e apoio aos dependentes.

Em 2012 houve a realização do segundo mapeamento que confirmou o avanço da droga no interior do Estado. No decorrer do ano de 2012, gestores públicos de 299 municípios, onde se concentram 74% da população do Estado – mais de 30 milhões de pessoas – responderam, por meio eletrônico, o questionário de treze perguntas enviado pela Frente.
Há cerca de um ano, a Bancada do PT verificou que dos 204 projetos propostos no Programa Estadual de Prevenção ao Uso do Álcool e das Drogas, pelo governo Alckmin e aprovados em seu PPA – Plano Plurianual, somente sete foram tinham sido implantados. (RM)

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