Crise na segurança no Estado de São Paulo

10/12/2012

Nos últimos meses, a sociedade paulista tem sido assombrada por notícias de assassinatos conduzidos pelos mesmos roteiros: agentes da Polícia Militar executados, na sequência, morte de civis ou vice e versa, sendo que dos civis alvejados alguns são portadores de fichas criminais e outros apenas moradores da periferia.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, só na capital paulista foram registrados 1.135 casos de homicídios dolosos entre janeiro e outubro, mais do que todo o ano de 2011. O mês de outubro foi o mais violento dos dois últimos anos na cidade, com 176 mortos. Em todo o Estado, foram 4.007 casos registrados desde janeiro e até 5 de dezembro, 100 policiais militares foram mortos no ano.

Como se não bastasse, São Paulo foi sacudido com denúncias divulgadas pela imprensa de que, em meados do mês de agosto, as autoridades do Estado, mesmo após terem sido informados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Estado, dos riscos de PMs e seus familiares sofrerem atentados, não adotou providência alguma. De imediato, a Bancada do PT entrou com pedido de instalação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – para que as possíveis omissões e responsabilidades sejam apuradas.

Para os parlamentares do PT, o Estado não está agindo com contundência para conter a violência, com ações como aumento do efetivo policial, melhores condições de trabalho e remuneração, mais investimento em tecnologia para o uso da inteligência policial e não emprego da força bruta e do braço armado, que são precursores dos abusos e violência policial que por vezes assistimos.

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