Cristóvão Colombo viajou em 1942, segundo livro de Serra

18/03/2009 17:19:00

Escândalo

 

 

O deputado Roberto Felício anunciou hoje em plenário que está enviando à Secretaria da Educação requerimento de informação sobre o contrato com a Fundação Vanzolini, responsável pelos livros distribuídos aos alunos da rede estadual.

O material didático tem uma série de erros graves. Nesta quarta-feira, professores de geografia apontaram mais um equívoco: o livro do 7º ano traz uma linha do tempo da primeira viagem de Cristóvão Colombo à América, datada de 1942.

Sim, Cristóvão Colombo viajou no século XX segundo livros de geografia distribuídos pelo Governo do Estado de São Paulo! “O governo tentou desqualificar o Magistério divulgando que 1500 professores teriam supostamente ‘zerado’ em prova de avaliação. Agora a secretária da Educação deveria ser demitida se não apresentar uma explicação sobre quem vai pagar a conta destes livros”, denunciou Felício, que é membro da Comissão da Educação da Assembleia.

Maria Lúcia Prandi, que também integra a Comissão, apresentou aos deputados os Cadernos do Professor e do Aluno com os erros que repercutiram até na imprensa internacional. Os jornais El Pais, Clarin e El Comercio trazem reportagens nesta quarta-feira sobre o livro de geografia distribuído pelo Governo do Estado de São Paulo com dois Paraguais, sem Equador e com o Uruguai invertido.

“Sempre tão rápida para colocar a culpa nos professores pelos problemas nas escolas estaduais, a secretária da Educação (Maria Helena Guimarães) fugiu de suas responsabilidades e não foi tão ágil para encontrar os culpados no caso dos erros nos livros didáticos”, disse Maria Lúcia.

Outro equívoco que chama a atenção no material produzido pela Secretaria da Educação e Fundação Vanzolini é uma distinção equivocada entre os conceitos de moral e ética, apresentada no Caderno do Professor e Caderno do Aluno da disciplina de Filosofia.

“Além dos erros, o material didático é desnecessário porque o Ministério da Educação disponibilizou para escolas públicas de todo o País, inclusive de São Paulo, livros didáticos, mas o governo Serra não quer usar material do governo federal”, informou Roberto Felício, lembrando que, em 2008, já havia alertado para a situação terminal da educação paulista quando o governo distribuiu livros com a palavra ensino escrita com ‘c’ de cebola.

 

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