Critérios para instalação de delegacias de polícia

24/05/2012

Deputados questionam

Deputados da minoria questionam critério para instalação de delegacias de polícia

Os deputados da Minoria na Assembleia Legislativa de São Paulo estão questionando o governo do Estado sobre os critérios utilizados para instalação de Unidades Policiais. Nesta quarta-feira (23/5) o líder da Minoria, deputado Donisete Braga, protocolou Requerimento pedindo informações ao secretário estadual de Segurança Pública sobre a desproporcionalidade de Unidades Policiais em relação à população dos municípios.

Conforme registra o documento, a cidade de Adamantina, no interior do Estado, com uma população de 33 mil habitantes, conta com 2 Delegacias de Polícia e 5 Delegacias Especializadas; Andradina, também no interior, tem 55 mil habitantes, 2 Delegacias de Polícia e 7 Especializadas. Já Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo, com 171 mil habitantes, é servida por apenas 1 Delegacia de Polícia e nenhuma especializada. Na Capital, bairros entre 200 e 400 mil habitantes contam com apenas uma unidade policial.

“Esta desproporcionalidade, que ocorre em todo o estado, certamente contribui de forma avassaladora para a impossibilidade de atendimento adequado a um sem número de vítimas que diuturnamente se dirigem a essas Unidades em busca de um alento para o sofrimento causado pelos diversos tipos de violência”, traz o documento.

O Líder da Minoria explicou que a população está preocupada com os altos índices de violência no Estado e tem cobrando mais ação do legislativo nesta área, além de mais estrutura para a Polícia Civil. Disse ainda que a Delegacia de Polícia de Ferraz de Vasconcelos ocupa hoje a 85ª posição no “Ranking Nacional dos Municípios Mais Violentos”, conforme o Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública e Justiça Criminal (Senasp). “São quase 200 mil pessoas dependendo de apenas uma Unidade Policial; impossível prestar serviços de qualidade face à absoluta falta de estrutura de pessoal e de material”, diz o Líder da Minoria.

Centrais de Flagrantes

O requerimento também questiona sobre as “Centrais de Flagrante” já em funcionamento na Capital. Diz que “consta-se assoberbamento aos servidores dessas centrais, redundando numa espécie de “linha de produção” que parece não contribui para o aperfeiçoamento da segurança pública, redundando em longos deslocamentos até essas centrais, onde vítimas e suspeitos compartilham o mesmo ambiente. Qual a avaliação da Pasta acerca dessa questão? Há estudos para aperfeiçoar esse “modelo de Centrais de Flagrante”, questionam os deputados da Minoria.

O documento apresenta ainda uma série de dados levantados pelo Sindicado dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo – SEPESP – sobre as distorções na instalação das Unidades Policiais, número insuficiente de servidores, falta de infraestrutura material, entre outros problemas.

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