Decreto de Alckmin mascara grau de poluição

16/05/2013

No Estado de SP

Decreto de Alckmin mascara grau de poluição no Estado

A informação que chegará à população sobre o ozônio será a de um ar menos poluído, mas na prática a situação continua crítica como antes

Um decreto do governador Geraldo Alckmin com o objetivo de deixar os padrões de qualidade do ar no Estado de São Paulo mais rígidos vai provocar, na prática, um efeito contrário por pelo menos cinco anos. A informação que chegará à população sobre o ozônio será a de um ar menos poluído, mas na prática a situação continua crítica como antes. As novas regras de medição da qualidade do ar começaram a valer e abril e seguem os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O problema é que o governo paulista decidiu implementar as novas regras de maneira incompleta, provocando distorção no cálculo. Ele nega ter sido intencional e atribuiu a uma fase de transição.

No caso do ozônio, o limite considerado aceitável caiu de 160 microgramas por metro cúbico para 140, ou seja, um padrão mais rígido. No entanto, houve mudança no período de tempo considerado na análise.

Pelas regras antigas, a pior medição do dia era usada para classificar a qualidade do ar, mas agora a orientação é utilizar a média das oito piores horas do dia. Ou seja, para que o ozônio tenha uma classificação pior do que antes, ele precisa ficar em altas concentrações na atmosfera por um período de tempo bem maior.

Medição duvidosa

O governo do Estado, por meio da Cetesb, a agência ambiental paulista, admite que o número de ultrapassagens do poluente ozônio deve cair com a entrada em vigor das novas regras.

Especialistas em poluição do ar são unânimes em dizer que o ideal é mesmo a implementação dos padrões da OMS. De acordo com eles, o grande problema é que a nova legislação adota só a metodologia considerada ideal pela OMS, mas não os índices que ela determina.

*com informações do jornal Folha de S. Paulo

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