Delegacias mandam vítimas voltar depois

26/03/2013

Para fazer BO

Delegacias mandam vítimas voltar depois para fazer BO

Parte das delegacias de São Paulo que funcionam 24 horas dispensa vítimas de crimes à noite e de madrugada, orientando-as a voltar em horário de menos movimento, e não têm escrivães e agentes suficientes para atender o público.

A reportagem do jornal Agora S. Paulo esteve em dez DPs que, das 22h às 7h, nas noites e madrugadas da segunda, terça e quarta-feira da semana passada (dias 18 a 20/3), que funcionam como CPJs (Centros de Polícia Judiciária). Essas delegacias são responsáveis por registrar ocorrências da área e de outros distritos policiais que ficam fechados à noite.

No 89º DP (Portal do Morumbi), na zona oeste, a reportagem encontrou a pior situação. Por volta da meia-noite da última terça-feira, a delegacia estava lotada. Nesta hora, eram registrados dois flagrantes de assalto, dois roubos e um caso de extorsão. Segundo policiais, o distrito, que deveria ter três escrivães, tinha dois. Com isso, vítimas eram dispensadas.

Resposta

Problemas são pontuais, afirma chefe dos distritos da capital Domingos Paulo Neto, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), afirma que os problemas apontados pela reportagem “são casos pontuais e que sempre haverá”.

Quadro insuficiente de peritos

Outra denúncia trazida pela imprensa, nesta semana, é a defasagem no número de peritos criminais nos quadros do Estado.

A presidente da Associação dos Peritos Criminais de São Paulo, Maria do Rosário Mathias Seraphim, disse que para começar a regularizar a situação há necessidade de um quadro com quatro mil peritos. O Instituto de Criminalística (IC) hoje tem 1,2 mil. “O ideal seria ter o dobro de peritos do que se tem de delegados de polícia. Ou seja, seis mil”.

O jornal Diário de SP denunciou que uma perita criminal atendeu em seu plantão de 12 horas, na Zona Leste da São Paulo, 47 ocorrências e também realizou serviços administrativos, como verificação de mensagens, atendimento de telefonemas, registro em livro de ocorrência , entre outros.

*com informações dos jornais Agora S. Paulo e Diário de SP

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