Deputada questiona Estado no custeio do Samu

17/10/2011

Omissão tucana

Deputada Telma questiona participação do Estado no custeio do Samu

A deputada estadual Telma de Souza apresentou Requerimento de Informação na Assembleia Legislativa de São Paulo para saber de que forma o Governo do Estado participa no custeio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Há dois meses, durante a cerimônia que marcou a inauguração da rede regional do SAMU – que atende Santos, Guarujá e Cubatão – o ministro da Saúde Alexandre Padilha declarou que São Paulo é o único estado do País que não colabora com os municípios e a União no financiamento do serviço, que presta atendimento médico de urgência com ambulâncias e motolâncias.

A resolução que criou o SAMU, em 2004, preconiza que 50% do custeio do SAMU devem ser arcados pelo Governo do Estado, enquanto a União e os municípios bancam 25% cada um. Por esse motivo, a deputada Telma de Souza pretende confirmar, com o Palácio dos Bandeirantes, as informações passadas pelo ministro. Segundo Padilha, o Ministério da Saúde está negociando a questão com o governador paulistano.

“Em grandes cidades, em que pese as dificuldades, essa diferença é pouco sentida. Mas, nos municípios de pequeno porte populacional, torna-se insustentável quitar o débito estadual”, destacou a parlamentar, que questiona, ainda, quantas são e se todas as unidades do SAMU (um programa dirigido pelo Governo Federal) estão desassistidas pelo Estado.

Em detalhes

O SAMU, que atende pelo telefone 192, tornou-se um dos principais equipamentos de saúde de todo o Brasil, senão o maior, atendendo o usuário na residência, na via pública e no local de trabalho. Atualmente, o Samu está presente em todos os estados brasileiros com 159 Centrais de Regulação Médica que abrangem 1.627 municípios. Aproximadamente 112 milhões de pessoas podem contar com o serviço, voltado a vítimas de acidentes com atropelamento, dor súbita no peito e queimaduras.

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