Deputado critica o Estado pelo sepultamento de indigentes com RG

23/04/2014

Denúncia

Após investigação, o MP-SP revelou que 3 mil pessoas foram enterradas como indigentes nos últimos 15 anos, apesar de estarem portando documentos de identificação

O deputado estadual Hamilton Pereira crticou o Estado de São Paulo após revelação de que 3.000 pessoas foram enterradas como indigentes nos últimos 15 anos, apesar de estarem portando documentos de identificação. A denúncia feita pelo Ministério Público do São Paulo foi divulgada pelo Jornal A Folha de São Paulo nesta terça-feira (22/4).

Autor da Lei nº 15.292, sancionada em janeiro de 2014, que institui uma Política Estadual de Busca de Pessoas Desaparecidas, Hamilton lamentou o fato descoberto pelo MP-SP. “É triste saber que por trás dessas 3 mil pessoas, há milhares de famílias numa busca incessante por seus entes queridos”, afirmou.

O Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), órgão denunciado em mandar para valas públicas os corpos sem que as famílias que buscam por pessoas desaparecidas fossem procuradas, é ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Hamilton lembrou que a própria USP desenvolve o Programa Caminho de Volta, que realiza o cruzamento de informações genéticas entre familiares e crianças encontradas.

“É inadmissível que possuindo toda essa tecnologia, o Estado ainda seja omisso sobre os casos de desaparecimento de pessoas”, criticou. “Precisamos que a política integrada entre os órgãos públicos para a busca de desaparecidos, criada com a nossa Lei, saia do papel e comece a funcionar em todo o Estado de São Paulo”, completou o parlamentar.

Segundo informações da Folha de hoje, dia 23/4, o Ministério Público vai processar o governo do Estado de São Paulo pelo caso. A ação será coletiva, movida em nome das cerca de 3.000 famílias que tiveram os corpos de seus parentes mandados para valas comuns da capital de 1999 até hoje. Além de indenizar as famílias, a ação pedirá à Justiça a exumação dos corpos e exames de DNA que comprovem a identidade dos mortos.

A decisão foi informada pelo procurador-geral de Justiça, Marcio Elias Rosa, e a promotora Eliana Vendramini, gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), do MP-SP e que está investigando o caso.

fonte: Ass. Imprensa – dep. Hamilton Pereira

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