Deputado defende inovação no modelo de gestão da saúde pública, em Washington

06/04/2011 16:56:00

Fórum

 

Os avanços e desafios do modelo de gestão da saúde brasileira foram abordados pelo deputado estadual e presidente do PT do estado de São Paulo, Edinho Silva, durante palestra no 13º Fórum de Líderes do Setor Público da América Latina e Caribe, realizado em Washington (EUA). O evento contou com a participação de autoridades políticas e acadêmicas de diversos países, sendo o principal orador o ex-presidente da República do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva.

Representando o parlamento paulista, Edinho participou do Painel “Saúde Preventiva: Caminhos para uma nação mais saudável” ao lado do vice-presidente do Paraguai, Luis Frederico Gomez, além do Secretário de Saúde de Bogotá, Hector Zambrano e do Subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde do México. Sua participação foi votada em plenário na Assembleia e todas as despesas correram por conta da organização do evento, sem qualquer ônus para o Poder Legislativo do estado de São Paulo.

Em sua fala, Edinho fez um relato sobre o sistema brasileiro de saúde, defendeu inovações no modelo de gestão e financiamento do SUS e a adoção de um indicador nacional que meça a eficiência dos serviços prestados na área. Essa questão sempre foi levantada por Edinho nos Fóruns de Prefeitos e agora deve ser colocado em prática no Governo Dilma, pelo Ministro titular da pasta, Alexandre Padilha.

“Defendi uma nova forma de financiamento da saúde que priorize os gastos na saúde básica”, postou Edinho em seu microblog (www.twitter.com/edinhosilva) logo após o término da sua participação na Mesa. “Saúde é o grande desafio nas políticas públicas no mundo. O problema é gestão e financiamento”, continuou. Para ele, há necessidade de um outro modelo de remuneração do SUS na gestão tripartite (município, estado e União) com a formulação de novas regras na composição do teto financeiro que valore os investimentos na saúde preventiva.

Edinho defende o aumento de verbas SUS para cobrir o crescimento de demanda com a ampliação do atendimento básico. “Quando você amplia as portas abertas do atendimento básico, existe um aumento do custeio no primeiro momento, mas uma queda dos gastos da alta complexidade a médio e longo prazo”, explica. Para ele, o caso recente da redução da incidência de cáries entre as crianças brasileiras, destacado pela Organização Mundial da Saúde, resultado dos investimentos federais no programa Brasil Sorridente confirma que dedicação à atenção básica vale à pena.

Na sua avaliação, todos os municípios devem merecer atenção e têm o direito de defender mais repasses aos serviços de saúde, porém, o melhor desempenho daqueles que se dedicam à prevenção precisa e deve ser reconhecido. “Com o incremento do teto financeiro dos municípios que valorizam a prevenção, uma verdadeira reforma ocorrerá tendo como sujeitos dessa transformação as cidades brasileiras, ou seja, a estrutura básica do sistema SUS”.

Ele ainda enfatizou o papel do SUS no atendimento aos brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% da população brasileira não possuem plano de saúde e dependem unicamente do Sistema. “Poucos países no mundo têm universalização do atendimento da saúde como o Brasil. Parecido tem no Chile, Canadá, Inglaterra e França. O modelo de universalização do Brasil é exemplo, precisa ser aprimorado. Essa é a vontade política do Governo Dilma e do Ministro Padilha”, postou em seu microblog.

Araraquara

As experiências de Araraquara na área de saúde preventiva, bem como os resultados obtidos entre 2001 e 2008, também estiveram na fala de Edinho, em Washington. O parlamentar ressaltou a rede criada na cidade em sua administração interligando e ampliando os atendimentos dos Programas de Saúde da Família, aos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), programas de cultura, esporte e educação.

A cidade, hoje considerada como a 1ª em qualidade de vida, teve resultados importantes devido ao forte investimento na estrutura e programas preventivos como redução da mortalidade infantil, das internações, da gravidez na adolescência, da desnutrição infantil entre outros. 

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