Deputado rebate afirmação de que PPP não tem a ver com acidente do Metrô

03/09/2008 16:23:00

Acidente da Linha 4

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O deputado Simão Pedro rebateu a afirmação do ex-governador Geraldo Alckmin em sabatina no Grupo Estado, em 2/9, de que a opção pela PPP (parceria público-privada) na linha 4 do Metrô não tem “nada a ver” com o acidente nas obras da estação Pinheiros.

Para o deputado, a PPP assinada em 2005 pelo ex-governador Geraldo Alckmin  “tem relação direta com o desabamento da estação Pinheiros”, que matou sete pessoas em janeiro de 2007.

Simão Pedro faz a afirmação com base no laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas sobre a tragédia. “O modelo do contrato da obra (turn-key) se mostrou errado”, explica o parlamentar.  Esse tipo de contrato, no qual a entrega da linha já tem prazo e preços fechados desde o início, teria feito com que o Metrô não fiscalizasse os trabalhos. Isto porque com o turn-key, que em teoria não obriga a fiscalização, as alterações fugiram ao controle do Metrô, afirma Simão Pedro.

O laudo do IPT traz, entre outras conclusões, a de que “alterações na sequência da obra” foram fatores do acidente em Pinheiros. Essas mudanças, de acordo com o deputado, foram necessárias para acelerar os trabalhos, justamente porque a PPP já estava assinada e a linha não poderia atrasar demais. Com o contrato turn-key, que em teoria não obriga a fiscalização, as alterações fugiram ao controle do Metrô, salienta o deputado.

O primeiro prazo dado por Alckmin, quando governador, para a inauguração da Linha 4, foi 2006. Agora ela deve operar em 2010. O deputado argumenta que “logo no início, a obra já atrasou um ano por problemas com desapropriações, mas havia um cronograma a ser cumprido”, e continua: “a cada ano de atraso na obra as empresas que assinaram a PPP deixam de faturar R$ 550 milhões, só com a venda de passagens”.

Duas das empreiteiras do Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras da linha 4, também fazem parte do consórcio que ganhou a licitação que vai operar o trajeto pela PPP.

*A matéria usou informações do Jornal da Tarde, em 3/9/2008

 

 

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