Deputados acompanham manifestações pelo direito à moradia

19/05/2011 16:47:00

Protesto

 

O Dia Nacional de Mobilização pelo Direito à Moradia, em São Paulo foi marcado pela ocupação do prédio do Exército, no bairro da Liberdade, na região central. Essa foi uma das nove ocupações previstas para os dias 18 e 19 pela União Nacional da Moradia Popular, que trazem o caráter reivindicatório contra o descaso do poder público à situação  de milhões de pessoas que moram em condições precárias.

Atualmente, o déficit habitacional do Brasil é de aproximadamente 7 milhões de moradias. Segundo representante da União Nacional de Moradia Popular Donizete Fernandes, o programa Minha Casa, Minha Vida ainda não atende totalmente a população de baixa renda. “É um bom programa, mas não atinge como deveria a população que ganha de um a três salários mínimos. É nesse ponto que queremos negociar com o governo federal.”

A ocupação

Por volta da meia noite, cerca de 100 pessoas chegaram ao prédio abandonado do Exército, no centro da capital paulista. Poucos minutos depois, dois ônibus lotados de membros do movimento chegaram ao local, rapidamente eles iam descendo do veículo e entrando no prédio. Entusiasmados com a ocupação, grupos de pessoas entravam pelas salas e ocupavam todas as dependências.

Logo depois, viaturas da Polícia Militar chegaram ao local e iniciaram, do lado de fora, um bate-boca com os ocupantes e tentaram, por diversas vezes, forçar as portas e entrar no prédio. Durante as calorosas discussões, os policiais caracterizaram a ação como invasão e crime militar, exigindo a saída das pessoas do local, ordem ignorada pelos manifestantes.

Com o passar do tempo, os ânimos se acalmaram e a polícia recuou, deixando apenas uma viatura no local. Uma hora mais tarde, o deputado estadual do PT Luiz Claudio Marcolino chegou ao local e disse que “o coronel da Polícia Militar estava dialogando com os coordenadores do movimento para chegarem a uma solução pacífica sobre as ocupações”, e que logo cedo já haveria uma decisão.

Os manifestantes contaram também com o apoio de outros dois deputados petistas, Adriano Diogo e Simão Pedro, que mediaram as conversas com o comandante dos policiais.   

Segundo Donizete Fernandes, o governo federal marcou uma reunião entre a União Nacional de Moradia Popular e a Caixa Econômica Federal para o fim do mês, em Brasília.

 

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