Deputados do PT em defesa de salários justos a servidores

16/05/2017

PLANTÃO PLENÁRIO

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Com a galeria do plenário Juscelino Kubitscheck tomada por auditores da Secretaria Estadual da Fazenda, a Assembleia Legislativa de SP passou nesta terça-feira (16), por uma situação inédita: o isolamento do presidente da instituição, o deputado Cauê Macris (PSDB).

Todos os líderes partidários, inclusive do PSDB, se colocam favoráveis à aprovação da PEC 5/2016 (Projeto de Emenda Constitucional) que desvincula o limite do valor do salário dos servidores públicos estaduais ao do governador e passa a ter como base o valor recebido pelos desembargadores de Tribunal de Justiça de São Paulo.

O líder do PT, Alencar Santana Braga cobrou o presidente da Alesp, Cauê Macris, que resiste em pautar a votação deste projeto na Casa.

Na ocasião, Alencar aproveitou para criticar a privatização do Metrô e criticou as ações do governo com a Linha 2-Verde do Metrô, para qual foram feitos diversos aditivos contrariando até mesmo o Tribunal de Contas do Estado (TCE); o deputado também e sinalizou que o PT estuda medidas judiciais contra a concessão deste meio de transporte que já consumiu bilhões de recursos do cofre do Estado, para agora ser entregue ao setor privado e com isso, obter lucro que não tem clara destinação.

O petista Enio Tatto também criticou e cobrou do Cauê (PSDB) a autonomia do Legislativo. “Não podemos aceitar esta situação e passar para a população que somos meros carimbadores das vontades do governador do Estado”. Enio apontou que o impacto da PEC é menor que o potencial de arrecadação que os agentes fiscais podem trazer para o Estado de São Paulo.

No mesmo tom, as colocações do deputado João Paulo Rillo defenderam a aprovação da PEC e propuseram a extensão às universidades: “Nós estamos perdendo pesquisadores.” Disse Rillo.

A deputada Beth Sahão também fez coro aos companheiros petistas em defesa da votação da proposta que possibilita recuperação salarial. A deputada lembrou que o reajuste previstos serão feitos gradativamente ao longo de quatro anos. Beth discorreu sobre a perseguição implacável de parcela do Poder Judiciário e relembrou a tentativa rudimentar da imprensa de criminalizar o presidente Lula.

“O uso da operação Zelotes para a perseguição ao presidente Lula e a atuação dos setores da Polícia Federal, do Judiciário e da imprensa não impedem a elevação do desempenho do presidente Lula nas pesquisas. A população sente saudades do governo que sempre esteve ao lado das classes mais pobres”, apontou Beth.

O deputado Barba elogiou tamanho preparo, dedicação e qualificação que esses profissionais têm para obterem seus salários. Na opinião dele, a vinda dessa categoria na Alesp é uma demonstração de luta muito parecida com seu tempo de sindicalista, onde batalhava por plano de carreira e contra perdas salariais. “Infelizmente, Alckmin trata o funcionalismo público como gasto e não como investimento”, finalizou Barba.

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