Deputados do PT reforçam apelo para transparência em audiência do Orçamento

27/09/2011

Audiência Orçamento

Crédito: PT Alesp

Plenário Franco Montoro lotado para debater Orçamento do Estado para 2012

Na 18ª audiência regional para debater o Orçamento do Estado para 2012, com a população da Capital, realizada nesta terça-feira (27/9) na Assembleia Legislativa, deputados do PT fizeram um apelo para que o governo do Estado implante o orçamento regionalizado, participativo e transparente.

“O PT sempre defendeu a transparência. Desde 2006 apresentamos proposta de mecanismos para promover a transparência, inclusive das emendas parlamentares. Solicitamos que fossem divulgados o valor da emenda e o nome do parlamentar. Hoje, o governador vem dizer, no jornal, que vai fazer isso. Está fazendo tarde, governador, se tivesse feito antes, como queria o PT, não estaríamos vivenciando estas denúncias a cerca das emendas parlamentares”, ressaltou o líder da Bancada petista, deputado Enio Tatto.

Os deputados Luiz Claudio Marcolino, Simão Pedro, Adriano Diogo, Ana Perugini e Donisete Braga também foram enfáticos ao defender a regionalização e a transparência do Orçamento. “O Estado tem um orçamento de mais de R$ 160 bilhões e não sabemos o que o governo vai aplicar em cada região”, explicou Simão.

Para Adriano Diogo, o Orçamento é uma das principais peças da democracia e tem que construída com transparência, dando publicidade as emendas parlamentares.

Servidores pedem melhores condições de trabalho

Representantes de diversos setores do funcionalismo estadual estiveram presentes a audiência na Capital. Além de melhores salários, eles reivindicam melhores condições de trabalho.

A procuradora Márcia Semmer, da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo, relatou a falta de infraestrutura e de pessoal para suporte administrativo ao trabalho dos procuradores do Estado. “Na Procuradoria Geral não há concurso há 25 anos e nosso apelo é para que seja realizado imediatamente concurso público para carreiras de apoio”, disse Márcia.

Também o representante do Sindicato dos Servidores do Ministério Público, Jair Paulo Rocha da Conceição, explicou que falta condições de trabalho adequadas aos funcionários e também não há, praticamente, nenhum tipo de auxílio, como saúde, transporte e alimentação. Já, Irineu, da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos, falou da necessidade urgente do governo do Estado repor as perdas salariais.

Representantes da Confederação Nacional dos Servidores Públicos, dos servidores do sistema prisional, do Tribunal de Justiça, e dos professores aposentados, insistiram na necessidade do governo do Estado dar a sua contrapartida de 2% na contribuição ao Iamspe e ao pagamento dos precatórios.

Saúde é reivindicação recorrente

A questão da saúde no Estado foi outra reivindicação presente nas oratórias dos participantes da audiência. Foram solicitadas a construção de hospital em Parelheiros, atender as demandas apresentadas na 6ª Conferência Estadual de Saúde, a reabertura do hospital Sorocabano, na Zona Oeste.

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