Deputados petistas, em nota oficial, pedem atenção da sociedade sobre jeito tucano de governar

26/03/2008 18:06:00

Onda privatizante tucana

 

O líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Roberto Felício, leu em plenário nesta quarta-feira, 26/3, Nota dos deputados petistas sobre a privatização da Cesp.

 

Trata-se do ponto de vista petista sobre mais um fracasso do jeito tucano de governar que pela terceira vez naufraga no processo de privatização de uma empresa pública.

 

Segundo Felício há necessidade de colocar um basta na onda privatizante do governo do PSDB, para os petistas os governos tucanos não têm capacidade de gerar receita, apenas fracionam o Estado e privatizam tudo o que está pela frente.

 

NOTA DA BANCADA ESTADUAL DO PT

SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA CESP

Preliminarmente, a Bancada de Deputados Estaduais do Partido dos Trabalhadores – PT, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo deseja cumprimentar todas as Lideranças e Entidades que formam o Fórum de entidades e o Comitê Contra a Privatização da Cesp e compartilhar a satisfação pelo cancelamento do leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo – CESP que seria realizado hoje.

Pela terceira vez fracassa o leilão de venda da Companhia Energética de São Paulo – CESP. A saga privatista dos tucanos que governaram o Brasil com Fernando Henrique Cardoso e o Estado de São Paulo com Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, desde 1995, provoca enormes prejuízos ao patrimônio público nacional e estadual.

A venda da CESP pretendida por José Serra estava cercada por muitas dúvidas e incertezas. As premissas não eram do conhecimento da sociedade e do Poder Legislativo. Ninguém conhecia a avaliação econômica e financeira. A Companhia possui um grande passivo originário de centenas de processos trabalhistas e de danos ambientais que exigem compensação.

Havia uma série de contingências que impossibilitava esta alienação lesiva ao povo paulista. Destaca-se o impedimento de renovação da concessão de cinco das seis usinas hidrelétricas que representam juntas mais de 70% de sua capacidade de geração de energia e a proibição legal do BNDES participar do financiamento da operação.

O governador tucano José Serra tentou pressionar e pautar as decisões do governo federal quando divulgou por meio da imprensa que havia obtido garantias do presidente Lula que a renovação das concessões das usinas de Ilha Solteira e de Jupiá estavam asseguradas e, de que o BNDES financiaria 50% do preço mínimo estabelecido para venda da CESP. Nenhuma das duas informações era verdadeira. O Presidente Lula não poderia garantir a renovação de concessões proibidas por Lei e o BNDES sequer havia recebido pedido formal para analisar a possibilidade de promover o financiamento.

O conhecimento por parte dos grupos pretendentes constituídos por grandes investidores nacionais e estrangeiros de que as informações do governador Serra não se confirmariam provocou grande desconfiança do mercado que desistiu de participar do leilão.

Se o governador José Serra tinha conhecimento destas circunstâncias porque insistiu em manter o leilão até o último momento? 

Além do gasto inútil com a avaliação da empresa e modelagem da venda os fatos provocaram grande desvalorização das ações da CESP na Bolsa de Valores gerando prejuízos ao Tesouro do Estado e aos demais acionistas.

Apenas nestes três últimos dias, suas ações caíram mais de 39%. Considerado a quantidade de ações que seriam vendidas, essa variação negativa representa uma queda de mais de R$ 2,5 bilhões em relação ao valor mínimo que o Governo Estadual deveria receber pela venda da Companhia, sem contar os milhões de reais que serão pagos para os Bancos Fator e Citibank, responsáveis pelas avaliações da CESP e das demais empresas estatais paulistas.

O fracasso da terceira tentativa de venda da CESP é sim a primeira grande derrota imposta ao Governador José Serra. Primeiro, por sua própria irresponsabilidade, por ter insistido em realizar um leilão cercado de incertezas, desconfianças, especulações e mentiras.

Segundo, por que diversos movimentos sociais, entidades sindicais, partidos e líderes políticos nos Estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul se organizaram e se mobilizaram para protestar e lutar contra a venda da CESP. O Partido dos Trabalhadores – PT promoveu audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, organizou seminário interno do Partido e aprovou resolução nos Diretórios Estadual e Nacional contra a privatização da CESP.

Foi sem dúvida uma grande vitória do Povo Paulista. A CESP É NOSSA!

No entanto, devemos lembrar que o governador José Serra contratou por milhões de reais os Bancos Fator e Citibank para avaliar e modelar a venda de ações de todas as 18 empresas estatais paulistas. Hoje pretendem vender a CESP. Amanhã, será o Metrô, a Sabesp, o Banco Nossa Caixa, a CDHU, e as demais. Esta é a saga tucana. Entregar para a iniciativa privada tudo que é do povo.

O Partido dos Trabalhadores ao mesmo tempo em que saúda todos os que lutaram contra a privatização da CESP, conclama-os a manter alerta, continuar a mobilização, aprofundar os estudos e debates, para que os tucanos de São Paulo não voltem a tentar vender a Companhia e as outras empresas estatais.

Parabéns a todos pela grande vitória. A luta continua!

 

 

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