Deputados querem apurar problemas da segurança pública do Estado

21/06/2007 12:50:00

A Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa, reunida hoje 20/6, aprovou três requerimentos de autoria do deputado Vanderlei Siraque (PT). O petista quer esclarecer as chacinas ocorridas em 2007, acompanhar as investigações sobre a operação caça-níqueis e ainda saber sobre o superfaturamento nas demolições do Carandiru.

Com o objetivo de dinamizar os trabalhos da Comissão Siraque, além de aprovar três requerimentos, iniciou uma enquête sobre assinaturas para instauração da CPI dos Caça-Níqueis. O deputado seguiu perguntando aospresentes se assinariam a CPI. Ao chegar à vez de Bruno Covas (PSDB) o deputado indagou: “Bruno você vai assinar o pedido de CPI? Se o Bragato assinar eu assino”, respondeu o neto do ex-governador Mario Covas. Diante da resposta o deputado expressou sua frustração “já vi que aqui ninguém vai assinar”.

Chacinas de 2007

Uma onda de chacinas atingiu o Estado neste ano, só nos primeiros cinco meses do ano foram 13 ocorrências que resultaram em 52 pessoas mortas, os casos estão sendo investigados. No entanto, os deputados querem mais empenho no processo e aprovaram a convocação do delegado diretor do
Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa,Domingos Paulo Neto.

Operação Caça-níqueis

No dia 25 de maio a Polícia Militar encontrou no carro do advogado Jamil Chokr R$ 38 mil, depois de um acidente de carro. Cerca de R$ 27 mil estavam divididos em envelopes endereçados aos Distritos da Polícia Civil de São Paulo. Dentro do carro também foi encontrada uma agenda com os nomes de 27 investigadores da Polícia Civil.

O fato revelou um esquema que envolve 84 dos 93 Distritos de Polícia Civil da Capital, suspeitos de receberem dinheiro de operadores de máquinas caça-níqueis que funcionam ilegalmente. A Polícia Civil afastou 20 policiais suspeitos e instaurou procedimento interno para investigar o caso.

Siraque quer ouvir o advogado Jamil Chokr, pivô do caso, além dos delegados José Antonio Ayres de Araújo e Cíntia Maria Quaglio responsáveis pela Corregedoria da Polícia Civil. O deputado petista frisou “nós temos que colocar a banda podre para fora,” referindo-se aos envolvidos no caso.
Siraque disse ainda que os fatos são do governo passado e não existem motivos para que o governo atual “faça vista grossa”.

Superfaturamento na demolição do Carandiru

Em dezembro de 2002 o governador Geraldo Alckmin executou a implosão dos pavilhões 6, 8 e 9 do Complexo do Carandiru, maior presídio de São Paulo, na época o governador anunciou a construção do Parque da Juventude, entregue no ano seguinte. Durante o processo houve apenas o anuncio do valor total da obras, R$ 150 milhões.

Recente denuncia publicada pelo Jornal o Estado de S.Paulo revelou a pressa no processo de contratação da empresa para demolição do complexo,além da troca de atribuições entre pastas de um mesmo governo; “a decisão para que a licitação da implosão (do Carandiru) foi feita pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) sem consultar a Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS) partiu do então secretário Nagashi Furukawa”; revelou a reportagem.

Diante da suspeita no processo, denunciada na reportagem do jornal, por um membro do próprio governo, então presidente da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), Henry Srour, o deputado Siraque aprovou junto a Comissão de Segurança Pública a convocação do ex-secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa do ex-presidente da Corregedoria Geral da Administração, José Haroldo Martins Segalla e do próprio Henry Srour.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.