Descumprimento de metas estaduais provoca o maior número de casos dos últimos 20 anos

10/05/2010 16:18:00

Dengue

 

 

Pelo menos 64 pessoas morreram vítimas de dengue desde janeiro no Estado de São Paulo, um recorde desde que os casos começaram a ser contabilizados em 1990. A epidemia coincide com a redução de metas da Secretaria da Saúde. “José Serra definitivamente não foi um bom ministro da Saúde. É só olhar o gráfico da evolução da dengue nos últimos dez anos no Estado para ver que houve um crescimento impressionante do número de casos nos anos em que ele administrou o Estado”, denunciou o deputado Adriano Diogo na tarde desta segunda-feira, no plenário da Assembleia Legislativa.

O deputado refere-se ao gráfico que ilustra a reportagem “Mortes por dengue batem recorde em SP”, publicada na edição desta segunda-feira (10/05) do Jornal Folha de São Paulo.

 “Em 2008, quando a doença perdeu força, a então gestão José Serra (PSDB) deixou de atender 2,2 milhões de pessoas com visitas e trabalhos de controle da proliferação de vetores. O contingente representa 35% da meta de 6,4 milhões de pessoas, traçada pelo governo estadual para aquele ano, segundo os últimos dados do PPA (Plano Plurianual 2008-2011). O treinamento de profissionais também ficou aquém da meta. Em vez de 9.000, como previa o PPA, foram treinados pouco mais de 6.000.”, diz a reportagem.

A epidemia está mais grave na Baixada Santista, onde ocorreu o maior número de óbitos, e em Ribeirão Preto, que registra o maior número de casos. No Vale do Paraíba, Taubaté também já está na lista dos municípios com epidemia.

Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o deputado Fausto Figueira já havia alertado, dois meses atrás, sobre a subnotificação dos casos da doença e o risco de aumento da incidência da dengue hemorrágica.

“Um segundo surto inevitavelmente leva ao aparecimento de casos de dengue hemorrágica”, explica o médico parlamentar, que denunciou também em representação ao Ministério Público Estadual o ‘escamoteamento’ da epidemia. É que os números da doença, apresentados pela Secretaria Estadual da Saúde, são muitas vezes menores do que os notificados pelas Prefeituras.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.