Desigualdade social no Estado cresce nos últimos dois anos, na contramão do Brasil

05/10/2015

De olho no Orçamento

O governo Alckmin vem utilizando o discurso de que os problemas econômicos, sociais e orçamentários do Estado estão unicamente relacionados à crise econômica do país.

Os números apresentados pela Fundação SEADE, responsável pelos estudos estatísticos do próprio governo paulista, desmentem esta tese (ver gráfico 1).

A economia paulista vem perdendo importância em relação ao Brasil nos últimos 20 anos. Em 1995, o valor total do PIB paulista representava 37,3% do PIB brasileiro. Em 2014, as projeções do próprio SEADE apontam que a economia paulista deve representar apenas 28,7% da economia brasileira. Durante este período, foram 13 anos em que a economia paulista perdeu espaço em relação à economia brasileira.

Isso veio ocorrendo porque outras regiões cresceram mais do que São Paulo, principalmente as regiões Norte e Nordeste – impulsionados pelos investimentos federais em infraestrutura e as políticas sociais implantadas – e a região Centro Oeste – empurrada pelo agronegócio.

Já os últimos governos no Estado de SP abriram mão de políticas de desenvolvimento econômico e social em larga escala, acreditando no chamado “Estado Mínimo”.

Em contrapartida, o Estado de São Paulo também vem apresentando números negativos em relação ao enfrentamento da desigualdade social muito antes do início da crise econômica.

Os números também são da Fundação SEADE / Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Através do Índice de Gini (maior desigualdade quanto mais próximo de 1), principal indicador de desigualdade de renda, podemos observar que o Estado de São Paulo vem se tornando mais desigual já a partir de 2012, quebrando uma evolução positiva deste indicador desde 2006. Em contraposição, o Brasil continua a apresentar números positivos no combate à desigualdade de renda.

As políticas de desenvolvimento econômico e social do Estado de São Paulo, portanto, mostram-se insuficientes ou ineficazes, deixando muitas vezes de se associar às políticas do governo federal.

Em anexo, gráficos com evolução do PIB paulista e do índice GINI.

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