Diretor jurídico da Nossa Caixa não esclarece os pagamentos indevidos realizados pelo banco

30/08/2006 06:50:00

Crédito:

Mario Reali, Renato Simões e Enio Tatto

Estiveram presentes na reunião os deputados petistas Enio Tatto, líder da Bancada e os integrantes da Comissão Mario Reali, Renato Simões, além de Sebastião Arcanjo (Tiãozinho) e Sebastião de Almeida.

Os parlamentares questionaram a falta de controle da diretoria Jurídica e de Logística do banco, sob responsabilidade de Rodrigues Alves, já que pagamentos foram realizados sem a devida renovação de contrato como prevê a Lei.

Mario Reali perguntou ao diretor, como eram feitos os controles de contratos. Rodrigues Alves disse que sua diretoria comunicou a gerência responsável que os contratos estavam vencidos e aguardou a requisição dos interessados pela renovação ou por uma nova contratação.

O deputado Enio Tatto, antes de iniciar suas perguntas ressaltou a importância que o instituto “Movimento Voto Consciente” reconheceu na atuação da Comissão de Finanças e Orçamento neste ano.

“O Movimento Voto Consciente referendou os trabalhos da Comissão de Finanças e Orçamento a apontou que é das mais dinâmica e traz muitos resultados ao Poder Legislativo“, destacou o líder petista.

Na seqüência Tatto mencionou ao diretor Jurídico da Nossa Caixa, quanto a estranheza nos pagamentos às agências de publicidade, sem um contrato devidamente selado, inclusive tratando-se de valores altos pagos por um banco estatal. Alves minimizou a irregularidade e afirmou que todos da diretoria do Banco entendiam a prorrogação como um ato corriqueiro e esquivou-se da questão alegando que o Banco tomou providências, encaminhou os dados para a auditoria que o gerente de marketing foi afastado.

Insatisfeito com as respostas do dirigente do Banco, Tatto defendeu a CPI da Nossa Caixa como um instrumento para elucidar as manipulações da instituição aos interesses políticos dos tucanos. “È fundamental a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Nossa Caixa, as operações de um banco estatal precisa ser fiscalizado com mais rigidez, foram gastos R$ 48 milhões do dinheiro público”.

Outra questão trazida à tona foi à contratação do advogado Amauri Maia Nunes, que apesar de seu escritório ficar em Brasília, defendeu a Nossa Caixa em uma condenação no interior de São Paulo. O banco o contratou na modalidade de “notória especialização”. O eixo de suspeita esta no fato deste mesmo advogado ter defendido Rodrigues Alves em questões pessoais e prestado serviços também à notáveis tucanos como o ex-prefeito de São Paulo José Serra, Roger Ferreira, ex-secretario de comunicação do governo do Estado e ao ex- ministro Pedro Malan. Para Rodrigues não há nada de errado na contratação do advogado embora reconheça que tem relações amigáveis com o advogado.

Renato Simões questionou a maneira como a informalidade predominava em algumas ações do banco, citou a afirmação do diretor da agencia Collucci, Oscar Collucci em depoimento a Comissão de que teria assinado um contrato de prorrogação com o Banco. O deputado lembrou ao diretor que o seu setor é o responsável pela elaboração desse tipo de documento. Rodrigues negou a existência de contrato e sugeriu que na existência de algum documento, ele estaria sob a guarda do ex- gerente de marketing Jaime de Castro Jr. Outra questão que sugere algum tipode benesses e quastionado por Simões foi a prática de antecipação de pagamentos às agências de publicidade e por mais uma vez Alves classificou como uma operação normal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *