Documentos comprovam participação de agentes públicos no esquema de corrupção

14/10/2013

Propinoduto tucano

Autoridades da Suíça comprovaram por meio de documentos enviados ao Ministério Público brasileiro que um ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) recebeu 800 mil euros como propina da Alstom em conta.

Segundo reportagem do Estadão (leia aqui), o dinheiro foi depositado entre 1997 e 1998 – durante o primeiro mandato de Mário Covas.

Os investigadores suíços se dizem convencidos de que se trata de verba do esquema de corrupção montado pela multinacional francesa para favorecer cartel em um contrato de reforma de trens da companhia.

O caso do propinoduto teria sido mantido nas gestões tucanas de José Serra e Geraldo Alckmin, de acordo com denúncia da Siemens, multinacional alemã, que fechou acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Ficha-suja

A participação de agentes públicos no esquema de cartel tem ficado cada vez mais evidente. Os tucanos seguem dizendo que não sabiam de nada, mas documentos obtidos pela revista IstoÉ (leia aqui) mostram, no entanto, que há anos o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo não só vem detectando os rastros dessa prática criminosa como aplicou multas em servidores públicos responsabilizados por lesar o erário.

E o pior: muitos deles permanecem no governo tucano. Entre os oito autuados estão Sérgio Henrique Passos Avelleda, ex-presidente do Metrô paulista e da CPTM, e Mário Fioratti Filho, atual diretor de operações do Metrô.

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