Em 7 meses, 6 funkeiros são assassinados em bailes de SP

11/11/2014

violência na periferia

Em 7 meses, 6 funkeiros são assassinados em bailes de SP

De abril a novembro deste ano, seis jovens foram assassinados durante ou logo após deixarem bailes funk na cidade de São Paulo. Todos os casos aconteceram nos chamados “fluxos” – bailes a céu aberto -, para onde migraram os “rolezinhos” após as restrições impostas para a realização desses encontros em shoppings e parques da capital.

A primeira vítima foi Lucas Lima de 18 anos, um dos principais idealizadores dos “rolezinhos”. Segundo a polícia foi linchado após se envolver numa briga por causa de uma garota. Até hoje ninguém foi preso. No dia 21 de setembro, dois jovens foram mortos na Cidade Tiradentes, zona leste, Juam dos Santos, de 18 anos, levou 6 tiros e morreu na hora. Seu amigo Caio Garcia, de 15 anos, baleado 4 vezes, sendo que um dos disparos foi na cabeça, também não resistiu aos ferimentos.

As quarta e quinta mortes da série ocorreram na madrugada de 27 de outubro, em pontos diferentes da zona leste da cidade. Leonardo Alvarenga, outro idealizador dos “rolezinhos”, e Kevin dos Santos, ambos de 16 anos. Testemunhas disseram que Santos foi alvejado 2 vezes, pelas costas, durante um “fluxo” no Conjunto Habitacional Inácio Monteiro. A Polícia Militar afirma que os disparos saíram de dentro de um veículo que passou na rua no momento do baile. Nenhum suspeito foi identificado.

A execução de Alvarenga aconteceu na avenida Jacu-Pêssego, na região de Itaquera. Ele foi morto pelo próprio amigo, o funileiro Leonardo Pereira, de 18 anos, enquanto “brincavam” com uma arma calibre 38. No primeiro depoimento à polícia, Pereira afirmou que eles haviam sido vítimas de um assalto. Após a perícia comprovar que o disparo partiu de dentro do veículo onde os dois estavam com outros 4 colegas, ele confessou o crime. A arma é de Robson Lopes, de 30 anos. Pereira e Lopes foram presos – os únicos detidos de todos os crimes contra jovens funkeiros.

O caso mais recente ocorreu na madrugada de 8 de novembro, no bairro do Limão, zona norte. O cabeleireiro Régis da Silva, de 22 anos, morreu ao tentar apartar uma briga que aconteceu em um “fluxo”. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um estudante de 17 anos, amigo de Silva, foi tentar separar uma briga. O menor foi empurrado contra a parede por uma das pessoas envolvidas na confusão. Com isso, o cabeleireiro tentou protegê-lo. Silva levou uma rasteira, bateu a cabeça no chão. Quando o resgate chegou, ele já estava inconsciente. Nenhum suspeito foi identificado.

Fonte: Site Ponte . Org
Autoria : Luis Adorno

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