Enio Tatto e Zico Prado estão ao lado do povo de Bororé

19/09/2017

Transporte

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Muita gente não sabe que Bororé é chamada de ilha, mas é uma península no extremo sul de SP, na Represa Billings, distante 33 km do centro da capital. Ali moram cerca de 1200 famílias, sendo 7000 habitantes. Bororé é área de Proteção Ambiental (APA)*.

Mas tudo que os moradores mais querem agora, é sem dúvida, uma balsa adequada para que possam fazer a travessia diária de casa para o trabalho, escola e compromissos nos bairros vizinhos à ilha e no centro de São Paulo, sem que tenham que esperar uma eternidade em filas. Hoje, a balsa disponível para os moradores tem capacidade para levar até 10 carros de passeio e o tempo médio de espera, especialmente aos finais de semana, pode levar até 1h30. O tempo entre embarque, percurso e desembarque não leva mais do que 15 minutos.

A outra alternativa para sair do Bororé é pela estrada Paulo Guilguer Reimberg, uma via não pavimentada que liga a península até a região de Parelheiros em um percurso de 2 horas, o que é completamente inviável para a população.

Anteriormente, Bororé contava com uma balsa que transportava até 20 carros. Numa manhã de 2014, os moradores foram surpreendidos com o deslocamento da balsa para São Bernardo do Campo, sem explicações ou justificativas. Estamos em 2017, e o atual prefeito da cidade, Orlando Morando (PSDB) não toca no assunto da devolução do veículo. Então, até agora, não há nenhuma previsão da balsa voltar para a ilha.

Segundo a Associação de Moradores da Ilha do Bororé, a segurança também piorou muito no local. As filas de carro à espera do embarque têm sido cada vez maiores e criminosos aproveitam para praticar assaltos no local.

A EMAE, Empresa Metropolitana de Águas e Energia, responsável, desde 1997, pela administração da balsa Bororé vem se esquivando da responsabilidade de administração do caso. Como empresa de economia mista o correto seria, evidentemente, assumir a responsabilidade do poder público, ou seja, tudo o que envolve a “obrigação de travessia”, deve ser gerido pela empresa.
A empresa garantiu no início de 2014 que uma nova balsa estaria funcionando em março daquele ano, prazo prorrogado para julho, que também não foi cumprido.

No primeiro semestre deste ano, os moradores da ilha estiveram na Alesp, mobilizados pelos deputados petistas onde foram ouvidos pelos 11 membros da Comissão de Transportes.

Quando os deputados Enio Tatto e José Zico Prado chegaram no local, na manhã desta terça (19), a primeira reclamação que ouviram foi sobre a ausência de lixeiras entre diversas outros problemas relacionados ao desleixo por parte do governador Geraldo Alckmin na educação, saneamento e saúde dos habitantes da ilha. Foi uma diligência necessária.

“Como a região se tornou uma APA isso se tornou desculpa para o poder público não levar benfeitorias para o local, entre elas, novos equipamentos públicos e uma balsa maior, mais rápida.” declarou, Enio

“Aqui vimos problemas mil, como em toda a sociedade. Mas ficou claro que os problemas não são somente da Comissão de Transportes” Disse, Zico

Os deputados acham importante aproveitar o diálogo com a comunidade para envolver outras comissões como a de saúde, educação e outros temas sensíveis na cidade.

Para os petistas ações como a de hoje são necessárias para dar mais qualidade de vida à populações mais carentes.
Para eles, está claro que não dá mais para a população ter apenas essa balsa, precária, de pequeno porte, esperar horas nas filas, com o risco da violência urbana. Há moradores que relatam perda de emprego devido a sucessivos atrasos para chegar na empresa. Há mulheres grávidas que quase perderam seus filhos pela demora em chegar na maternidade.

A reunião teve grande audiência dos moradores da região e alta qualidade de debates e neste encontro eles combinaram que no dia 17 de outubro, os deputados acompanharão junto com os moradores uma reunião com a EMAE para analisar a solução apresentada pela empresa.

Na Alesp, Enio e Zico levarão para a público, através de membros petistas de outras comissões, denúncias colocadas pela população no encontro, sobre os temas da educação e saúde.

*A Área de Proteção Ambiental Ilha do Bororé-Colônia foi fundada em 1929 por colonizadores alemães e abriga dezenas de nascentes que abastecem com água 30% da população paulistana e remanescentes da Mata Atlântica. Com cerca de 50 mil habitantes, foi declarada como área de proteção ambiental pela Lei nº 14.162, de 24 de maio de 2006 para promover a proteção da diversidade biológica, dos recursos hídricos e do patrimônio histórico da região, conciliando estes objetivos com a melhoria da qualidade de vida das populações que ali residem.

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