Espera pelo início de tratamento contra o câncer de mama chega a 180 dias

16/11/2010 18:43:00

Hospitais públicos

 

Os resultados do 1º Fórum Intersetorial de Controle de Câncer de Mama do Estado de São Paulo foram apresentados à Comissão de Saúde e Higiene da Assembleia, durante reunião presidida pelo deputado petista Marcos Martins, na tarde desta terça-feira (16/11).

“Na rede pública, mesmo com os resultados de mamografia alterados, o início do tratamento da doença pode levar até 180 dias”, lamentou a gerente do Programa de Câncer de Mama Brasil da American Cancer Society (ACS), Adriana Bacci. Segundo a especialista, um tumor na mama pode até dobrar de tamanho em 90 dias, o que transforma a longa espera em uma ‘sentença de morte’ para muitas pacientes.

Adriana e representantes de instituições de voluntários que atuam no combate e prevenção à doença defenderam emendas orçamentárias para o setor, que enfrenta carências até de materiais como agulhas grossas, indispensáveis para a realização de exames mais específicos, como biópsias.

Também faltam mamógrafos móveis, que auxiliariam os hospitais públicos no atendimento à população. O diagnóstico precoce, a partir da mamografia, é considerado essencial para o tratamento e garante a intervenção no estágio inicial da doença, o que possibilita a cura.

Adriana Bacci e as representantes do voluntariado cobraram o comprometimento do Legislativo e ações das Secretarias e do Ministério da Saúde no fortalecimento de políticas de Saúde Pública que solucionem problemas conhecidos de pacientes e médicos, como a utilização inadequada de mamógrafos e outros equipamentos.

“Em razão dos baixos salários, faltam técnicos e médicos capacitados”, explicou Adriana, que alertou para o fato de que os resultados equivocados, chamados de ‘falsos negativos’ ou ‘falsos positivos, são frequentes e podem ser desastrosos para a rede pública de saúde e, principalmente, para as pacientes.

O deputado Marcos Martins alertou ainda para o fato de que os hospitais dos municípios paulistas estão sobrecarregados. Para resolver o problema, o setor reivindica o aumento da cota de atendimento pelo SUS dos hospitais conveniados.

O direito à mamografia após os 40 anos pelo Sistema Único de Saúde é garantido por uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2008. A divulgação de informações e o diagnostico precoce são essenciais no combate à doença.

 

 

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