Estado ainda não aderiu ao Programa

12/12/2012

Lentidão nas ações

O governo de São Paulo ainda prepara sua adesão ao programa “Crack, é Possível Vencer”, lançado pelo governo federal em dezembro do ano passado. A informação veio em resposta a Requerimento de Informação enviado ao governo do Estado pelo deputado Donisete Braga, coordenador da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas.

O governo estadual informou ao coordenador da Frente que em maio deste ano criou um Grupo Condutor para “agilizar” o trabalho que culminará na adesão. O secretário de Saúde do estado, Giovanni Guido Cerri, afirma que que o Grupo Condutor se reúne quinzenalmente e vem trabalhando para implantar a “Rede de Atenção Psicossocial nos municípios através do mapeamento de necessidades e desburocratização dos processos de pactuação”.

Nesta quinta: apresentação do levantamento do crack no Estado de SP

Cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes são as que mais sofrem o avanço do crack no estado de São Paulo. É o que aponta o segundo levantamento sobre a situação do crack nos municípios paulistas realizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. O levantamento será apresentado no próximo dia 13, quinta-feira, às 15 horas, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Os dados do levantamento são referentes ao ano de 2011. No decorrer do ano de 2012, gestores públicos de 299 municípios, onde se concentram 74% da população do estado – mais de 30 milhões de pessoas – responderam, por meio eletrônico, o questionário de treze perguntas enviado pela Frente.

As regiões que participaram em maior abrangência populacional foram as regiões metropolitana de São Paulo (91% da população); de São José do Rio Preto (85%); da Baixada Santista (78%) e região Central (77%). As de menor abrangência populacional foram as regiões de Sorocaba (33%); Presidente Prudente ( 36%) e de Araçatuba (40%).

Conforme comentou o coordenador da Frente, deputado Donisete Braga, “assim como no primeiro levantamento apresentado em setembro de 2011, o resultado deste novo trabalho, agora mais detalhado, é extremamente preocupante”. O crack, afirma ele, continua na liderança entre as drogas ilícitas mais presentes nos atendimentos dentro do sistema público de saúde das cidades paulistas.

Conforme os dados, os municípios passaram a investir recursos próprios no tratamento dos dependentes químicos, contratando vagas em comunidades terapêuticas. Desta vez, a Frente Parlamentar também questionou sobre o número de atendimentos relacionados ao crack.

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